As soluções  

 

Actualmente, todos os super computadores são construídos com base em praticamente os mesmos componentes que temos em micros de mesa, memória, HDs, e processadores, Intel, IBM e em alguns casos também chips Athlon. A diferença é que vários processadores, HDs e módulos de memória são combinados para criar um sistema incrivelmente rápido.

Ao invés de usar apenas um disco rígido IDE, como num micro de mesa, um supercomputador utiliza um array de centenas de HDs, sistemas semelhantes ao RAID, mas numa escala maior, que permitem gravar dados de forma fragmentada em vários discos e ler os pedaços simultaneamente apartir de vários HDs, obtendo taxas de transferência muito altas. A capacidade total de armazenamento de um supercomputador já é medida na casa dos Terabytes, o IBM ASCI White, que é considerado o supercomputador mais poderoso atualmente (final de 2001) tem 160 Terabytes de armazenamento em disco.

Processadores e memória RAM geralmente são agrupados em nós, cada nó engloba de um a quatro processadores e uma certa quantidade de memória RAM e cache. Isso garante que os processadores tenham um acesso à memória tão rápido quanto um PC de mesa. Os nós por sua vez são interligados através de algum tipo de barramento ultra-rápido, o que os torna partes do mesmo sistema de processamento. Como neurônios interligados para formar um cérebro. Um nó sozinho não tem uma capacidade de processamento tão surpreendente assim, mas ao interligar algumas centenas, ou milhares de nós a coisa muda de figura.

Os processadores mais utilizados atualmente são processadores Pentium III ou chips IBM Power 3, (produzidos especialmente para esta tarefa), entre algumas outras opções. Os processadores Athlon não são os preferidos da indústria neste segmento, pois apresentam uma dissipação de calor bem mais alta que os chips Intel e IBM, o que torna-se um problema grave ao usar vários chips dentro do mesmo gabinete. Se num micro doméstico já é preciso um bom cooler e uma boa ventilação do gabinete para usar apenas um chip Athlon, imagine o problemão que é juntar 200 ou 500 destes chips.

Algumas empresas vem cogitando o uso de chips Crusoé, o que faz sentido, já que apesar do baixo desempenho, estes chips consomem pouca eletricidade e geram pouco calor, um Crusoé sozinho tem um desempenho muito abaixo do de um Pentium III, mas se for possível usar mais chips Crusoé na mesma máquina, a maior quantidade pode compensar o menor desempenho por cabeça.