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PARA SABER MAIS ... |
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Tyrannosauroidea
(Osborn
1905) pode ser definido como: . Tyrannosaurus rex e
todos os taxa relacionados mais de perto com ele do que com Ornithomimus velox ou Deinonychus
antirrhopus (Holtz, net) . Tyrannosaurus rex e todos os taxa relacionados mais de perto com ele
do que com Vultor gryphus (Sereno
1998) |
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Tyrannosauroidea contem
portanto Tyrannosauridae e vários outros taxa, infelizmente mal conhecidos,
quase sempre devido à natureza muito fragmentada e incompleta do material
osteológico preservado. |
http://tolweb.org/tree?group=Tyrannosauridae&contgroup=Tyrannosauroidea |
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Carr e Williamson (2002
b) referiram que apesar de Tyrannosauroidea ser o grupo coelurossauriano
dominante de predadores terrestres Lauarasianos do Cretácico final e
representar um dos poucos grupos de teropodes com um substancial registo fóssil
para essa região e tempo, as suas origens e evolução inicial estão ainda no
domínio da quase obscuridade total. De facto, várias análises filogenéticas
calibradas temporalmente sugerem que o grupo terá divergido de outros
coelurossaurios pelo menos no Jurássico final (provavelmente antes), com uma
história evolutiva caracterizada pelo aumento de dimensões, a partir de
antepassados graciosos e com membros anteriores proporcionalmente mais
alongados. Mas o registo fóssil de tyrannossauroides inequívocos só se
prolonga até aos inícios do Cretácico final. Carr e Williamson (2002
b), na sua análise filogenética, concluíram
que Dryptosaurus,
um género do Maastrichtiano final de New Jersey, deve ser considerado o membro
mais basal de Tyrannosauroidea, enquanto que um novo taxon do New Mexico, embora
geologicamente mais antigo, será mais derivado, constituindo o grupo irmão
para Tyrannosauridae. Em 2005, Carr e colegas descreveram um novo tyrannossauroide basal, Appalachiosaurus montgomeriensis. Segundo Holtz (http://dml.cmnh.org/2005Apr/msg00278.html), a adição de novas características e do também recente Dilong paradoxus, coloca Appalachiosaurus, tal como foi sugerido por Carr et al. (2005), como taxon irmão para Tyrannosauridae. |
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http://cas.bellarmine.edu/tietjen/Evolution/Dinos/figure_2.htm |
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| Tyrannoraptora de Sereno (1999) corresponde a todos os taxa partilhando um mais recente antepassado comum com Tyrannosaurus rex e aves e todos os descendentes desse antepassado. | |
| Tyrannoraptora inclui vários taxa de afinidade ainda incerta e Tyrannosauroidea + Maniraptora. |
http://students.washington.edu/eoraptor/Phylogeny%20of%20Taxa.html |
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Algumas formas,
relativamente mal conhecidas, que têm sido consideradas como mais próximas dos
tyrannossaurídeos do que de outros grupos de teropodes, representando
provavelmente membros basais da linhagem Tyrannosauroidea: |
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Stokesosaurus
clevelandi |
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Do Jurássico final da Formação Morrison do Utah,
é conhecido através do ilion tipo (esquerdo, com 22 cm de comprimento) e uma
pré-maxila
(Madsen 1974); e de uma
caixa craniana parcial (Chure e Madsen 1998). Madsen (1974) também referiu a
este taxon um ilion direito (cerca de 32 cm de comprimento). Estes materiais são
provenientes da mesma jazida, Cleveland-Lloyd Dinosaur Quarry. Britt (1991) referiu à
espécie tipo três vértebras caudais distais e dois ischia da Formação
Morrison do Colorado (inclusão contestada por Curtice e Wilhite 1996). Foster e
Chure (2000) descreveram um pequeno ilion (cerca de 12 cm de comprimento) de
teropode encontrado na Formação Morrison do South Dakota, que referiram a Stokesosaurus
clevelandi (exemplar actualmente perdido). Este pequeno teropode
(comprimento total entre 2 e 3 m) foi originalmente referido por Madsen (1974) a
Tyrannosauridae com base na ocorrência de uma única crista na linha média do
ilion, dorsal em relação à lâmina pré-acetabular. Esta última apresenta um
desenvolvimento muito pouco acentuado da projecção ventral semelhante a um
gancho. Outras características da caixa craniana e da pré-maxila parecem também
serem semelhantes às de tyrannossaurídeos (por exemplo, presença de cavidades
muito profundas na superfície lateral do processo basipterigoide). Foster e Chure (2000)
referiram o ilion direito do South Dakota a
Stokesosaurus porque é o único teropode de Morrison com uma crista
vertical na superfície lateral do ilion, embora neste exemplar a crista seja
menos massiva e esteja orientada mais verticalmente do que no material tipo.
Estes investigadores concluíram que "embora
Stokesosaurus seja relativamente raro, não estava geograficamente
restringido dentro do ecossistema de Morrison". Foster e Chure (2000)
verificaram que este ilion tem dimensões comparáveis às do ilion holótipo
(incompleto) de Iliosuchus incognitus,
um teropode do Jurássico médio de Inglaterra que tem sido considerado por
alguns investigadores como podendo representar um tyrannossauroide basal, já
que o ilion também apresenta uma crista, mas que está inclinada mais
caudalmente. Mas concluíram que existem diferenças adicionais substanciais que
suportam uma separação genérica entre Stokesosaurus
e Iliosuchus (contra Galton 1976). O ilion descrito por
Foster e Chure (2000) poderá representar Aviatyrannis. |
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| Ilion direito de South Dakota referido por Foster e Chure (2000), de onde é retirada a figura, a um juvenil Stokesosaurus. |
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Ford e Chure (2001) relataram a presença, também
na Formação Morrison, de pequenos dentes pré-maxilares de teropodes com uma
característica morfologia em D (que vários investigadores sugerem constituir
sinapomorfia de Tyrannosauridae), possivelmente referíveis a Stokesosaurus.
Concluíram que é provável que a evolução inicial dos tyrannossauroides não
tenha ocorrido na Ásia, como o registo Cretácico
parecia indiciar e que a
linhagem terá as suas origens pelo menos durante o Jurássico final. Por outro
lado, estas descobertas indicam que as linhagens tyrannossaurídeas teriam uma
substancial repartição geográfica durante a sua evolução inicial, ao contrário
do que no final da sua história. |
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Iliosuchus
incognitus |
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O material de Iliosuchus
incognitus (Huene 1932) são dois ilia incompletos provenientes do Jurássico
médio (Batoniano) de Stonesfield Slate, Oxfordshire (Inglaterra). Galton (1976)
diagnosticou a espécie como "ilion com crista saliente emergindo
anteriormente e posteriormente acima da margem do acetábulo". Romer (1966)
tinha sugerido que Iliosuchus
representa um sinónimo júnior de Megalosaurus. Galton (1976) sugeriu
que Stokesosaurus, na altura conhecido
por ser o único teropode com uma crista no ilion, poderia ser congenérico com Iliosuchus,
e sua ocorrência nos dois lados do Atlântico forneceria evidência de uma
ponte / ligação transatlântica durante o Jurássico médio / Jurássico
final. Posteriormente, Galton e Jensen (1979), verificando que outros teropodes
apresentam uma crista vertical no ilion (como em Megalosaurus
bucklandi e Tyrannosaurus rex)
passaram a considerar I. incognitus e
S. clevelandi como taxa válidos distintos, com o primeiro restringido ao
Jurássico médio do sul da Inglaterra. |
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| Ilion direito, material holótipo de Iliosuchus incognitus, em vistas lateral (A) e ventral (B). Ilion esquerdo referido também a este taxon, em vistas lateral (C), ventral (invertido, D) e medial (E) (escala: 5 cm) (retirado de Galton 1976). |
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Aviatyrannis
jurassica |
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Do Jurássico final
(Kimmeridgiano) da jazida da Guimarota (Leiria) provem o material que Rauhut
(2003) considerou representar um novo taxon tyrannossauroide, Aviatyrannis
jurassica ("avó tirano do Jurássico"). Originalmente, Rauhut
(2000) considerou que um ilion direito incompleto com cerca de 8,5 cm de
comprimento, representaria um teropode do género Stokesosaurus:
"Na mina da Guimarota, género Stokesosaurus
é o único taxon de teropodes que está representado por material esquelético
identificável". Rauhut (2000) acrescentou que as diferenças entre este
ilion e o que representa o exemplar tipo de S.
clevelandi residem sobretudo nas proporções, já que este último tem
dimensões quase duplas. Na altura, Rauhut sugeriu a possibilidade destas
diferenças indicarem a presença no Jurássico final da Guimarota de uma espécie
diferente (mas não de um género distinto), embora acrescentando que essas
diferenças podem ser apenas consequência de variação ontogenética. |
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Ilion direito, em vista
lateral, atribuído a Stokesosaurus
sp. por Rauhut (2000) e que passou a constituir o material holótipo do novo
taxon Aviatyrannis jurassica (Rauhut
2003) (comprimento total rondando os 8,5 cm) (retirado de Rauhut 2000). |
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Ilion dreito de Aviatyrannis, em vistas ventral (A), lateral (B), medial (C) (escala: 1 cm) (retirado de Rauhut 2003). |
| Antes, Zinke (1998),
tinha referido a Tyrannosauridae 3 dentes pré-maxilares (com a característica
morfologia em D) e 13 dentes maxilares e dentários, material também encontrado
na mina da Guimarota. |
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Um dos dentes pré-maxilares
(comprimento de 6,19 mm) da jazida da Guimarota, interpretado originalmente por
Zinke (1998) como representando um tyrannossaurídeo; mais tarde, Rauhut (2000)
considerou este dente como representando "possivelmente Stokesosaurus".
Em 2003, Rahut sugeriu que este e outros dentes podem ser atribuídos a Aviatyrannus jurassica (escala: 2 mm) (a - vista mesial; b - vista
lingual)
(retirado de Rauhut 2000). |
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Em 2003, Rauhut, para além
do referido ilion (considerado o material holótipo) e dentes, considerou também
referíveis ao mesmo taxon um ilion fragmentado e um isquion proximal. Concluiu
que existem diferenças entre o material tipo e o de Stokesosaurus clevelandi para merecer a instituição de um novo
taxon específico: Aviatyrannis jurassica.
Segundo Rauhut (2003) o ilion da Guimarota é diferente do de Stokesosaurus
por ser proporcionalmente mais longo e porque a crista supra-acetabular é
vertical e não inclinada caudodorsalmente. Os dentes pré-maxilares são
descritos como apresentando um sulco
mediano bem desenvolvido no lado lingual,
como possuindo serrilhas e como possuindo sulcos sanguíneos que não estão
orientados na direcção da base. Rauhut (2003) considera também que o ilion
incompleto do South Dakota pode ser referido a esta espécie (sendo, novamente,
mais um argumento para inferir uma ponte terrestre entre a América do Norte e a
Europa durante o Jurássico final). Rauhut (2003) concluiu
que Aviatyrannis e Stokesosaurus representam os mais antigos tyrannossauroides
conhecidos, e que a sua distribuição temporal e geográfica sugere que
"as origens dos tyrannossauroides podem ser encontradas no Jurássico médio
- final da Europa / América do Norte". As pequenas dimensões destes taxa
estão de acordo com as previsões de que os tyrannossaurios basais seriam
animais de reduzidas dimensões, graciosos (Holtz 1994; Sereno 1998). |
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| Comparação entre os ilia de Aviatyrannis (cinzento) e de Stokesosaurus, desenhados para o mesmo comprimento acetabular (retirado de Rauhut 2003). |
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Eotyrannus
lengi |
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Do Cretácico inferior
da Ilha de Wight, Inglaterra (Formação Wessex, Barremiano inicial) provem
material esquelético relativamente completo (cerca de 40%), que Hutt et al.
(2001) referiram a um novo taxon, Eotyrannus
lengi. |
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Úmero direito de Eotyrannus com num dente maxilar de E. lengi (A) e com uma raiz de dente de cf.Valdosaurus (B) (retirado de Hutt et al. 2001). |
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Várias características
permitem concluir que Eotyrannus é um
teropode Tetanurae, e é membro da linhagem coelurossauriana e não da
allossauroide (como é inferido para Neovenator,
outro teropode da Ilha de Wight). Segundo
Hutt et al. (2001), várias características do esqueleto e
dentes convidam a uma comparação de Eotyrannus
com os Tyrannosauridae, já que este é o único clade coelurossaurio que exibe
todas essas características. Como
os membros anteriores são longos, o mesmo acontecendo com as vértebras
cervicais, Hutt e colegas sugeriram que Eotyrannus
será primitivo em relação aos outros tyrannossaurídeos |
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| Reconstituição de Eotyrannus (retirado de Naish 2001). |
| Assim, estes
investigadores sugeriram que o teropode pode constituir o grupo irmão para
Tyrannosauridae, inferência suportada pelo carácter intermédio de várias
características, entre os coelurossaurios não tyrannossaurídeos e os
tyrannossaurídeos (por exemplo, a arcada dos dentes pré-maxilares está
orientada mais medio lateralmente do que nos não tyrannossaurídeos, mas não
tanto como nos tyrannossaurídeos). Assim, Hutt et al.
(2001) sugeriram que Eotyrannus
deve representar um tyrannossauroide ou um taxon relacionado de perto. Esta
última sugestão relaciona-se com as dimensões do teropode (3 - 4 m de
comprimento total, representando um indivíduo sub-adulto), maiores do que seria
de prever. "Ou a evolução inicial tyrannossauroide ocorreu em grandes
dimensões ou este género pode representar um aumento filogenético das dimensões
coporais independente do que ocorreu posteriormente em tyrannossaurídeos
derivados". |
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Os nasais de Eotyrannus ( em vistas lateral - a, e dorsal - b) estão fundidos numa única unidade e são muito semelhantes aos nasais dos tyrannossaurídeos; esta característica não estará relacionada com o estatuto sub-adulto do exemplar, já que Carr mostrou que até os tyrannossaurídeos juvenis possuem os nasais fundidos (escala em cm) (retirado de Naish 2001). |
O dentário de Eotyrannus (em vista lateral - d) pode ser considerado estranho: as margens dorsal e ventral estão quase paralelas e a extremidade rostral apresenta uma margem ventral com uma ligeira curvatura, e não uma «queixada» distinta, como ocorre em alguns teropodes. Quando se juntam os dois dentários, eles estão virtualmente em contacto ao longo de toda as suas superfícies mediais, embora isto não acontecesse certamente quando o animal estava vivo. Tanto dos dentes dentários como os pré-maxilares são lateralmente comprimidos, com laminas recurvadas. As serrilhas são completas sobre a extremidade dos dentes, uma característica pouco habitual nos teropodes, mas observada no tyrannossaurídeo primitivo Alectrosaurus (pré-maxila direita em vistas lateral - a, e medial - b; pré-maxila esquerda em vista lateral - c) (retirado de Naish 2001). |
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"A mão do nosso animal foi uma grande surpresa" (Naish 2001). As garras são fortemente recurvadas e as primeiras falanges muito longas. Por exemplo, o comprimento do dígito II da mão de Eotyrannus aproximava-se de 22,5 cm, representando cerca de 95% do comprimento do úmero. Os metacarpos eram também muito longos. "O que identificámos como um provável metacarpo III tem grande significado já que indica que Eotyrannus tinha três dígitos bem desenvolvidos" (Naish 2001) (esquema modificado de Naish 2001). |
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Os vários fragmentos
dos metatarsos e um provável metatarso II completo sugerem que estes ossos eram
também bastante alongados. "Não existe indicação a partir dos
metatarsos que o metatarso III estivesse «encaixado» na sua extremidade
proximal e provavelmente Eotyrannus não
tinha um pé arctometatarsaliano" (Naish 2001). A aparente ausência de um
arctometatarsus não constitui um problema para uma identificação do animal
como um tyrannossauroide basal, já que actualmente existe um consenso de que a
condição arctometatarsaliana terá evoluído várias vezes em várias
linhagens coelurossaurianas. |
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Metatarso II direito em vista medial (comprimento total aproximando-se dos 25 cm). http://web.port.ac.uk/departments/sees/staff/Eotyrannus.pdf |
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"Se Eotyrannus tinha dentes pré-maxilares com forma de D, uma pré-maxila
semelhante às dos tyrannossaurídeos, nasais fundidos e elementos do membro
posterior alongados, era nitidamente mais semelhante a um tyrannossaurídeo do
que qualquer outro tipo de coelurossaurio" (Naish 2001). "As vértebras
cervicais relativamente longas, os membros anteriores longos, o bem desenvolvido
dígito I da mão e outras características indicam que o animal era primitivo
em comparação com os tyrannossaurídeos" (Naish 2001). Como várias características
da maxila, dentários e outros ossos sugerem que Eotyrannus já era bastante especializado, é provável que
represente um ramo afastado da linhagem principal conduzindo aos tyrannossaurídeos.
Se assim for, a sua grande dimensão pode ser interpretada como uma característica
adquirida independentemente e Eotyrannus
e tyrannossaurídeos podem partilhar um antepassado de pequenas dimensões, como poderá acontecer com Aviatyrannus,
do Jurássico superior da Guimarota, que aparentemente pertenceria a um animal
que não ultrapassaria 1 m de comprimento total (embora não saibamos o seu grau
de maturidade). |
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Appalachiosaurus montgomeriensis |
Carr et al. (2005) descreveram um novo tyrannossauroide do Cretácico final (Campaniano médio, cerca de 10 milhões de anos antes de Tyrannosaurus rex) da Formação Demopolis, Alabama ( http://www.vertpaleo.org/jvp/25-119-143.html). Segundo a análise cladística destes investigadores, Appalachiosaurus representa um tyrannossauroide basal, tal como Dryptosaurus aquilungis (este último menos derivado). A ocorrência deste taxon basal na parte oriental da América do Norte "sugere que o mais recente antepassado comum de Tyrannosauridae deve ter surgido a seguir à transgressão do Mar Interior Ocidental". Trata-se de um exemplar sub-adulto, com várias características plesiomórficas (http://www.vertpaleo.org/jvp/supplemental_data/25_1/Carr_et_al/119-143_Carr_et_al.pdf). |
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Guanlong wucaii |
Como Rauhut (2003) tinha previsto, membros mais basais de Tyrannosauroidea devem ser encontrados no Jurássico médio - final. Esta «previsão» foi confirmada no início de 2006 com a descrição de Guanlong wucaii, do Jurássico final da China (Xu et al. 2006), representado por dois exemplares encontrados na Bacia de Junggar, "o mais antigo tyrannossauroide conhecido". A Formação Shishugou é formada por depósitos aluviais e palustres com tufos vulcânicos datados de 161 - 159 milhões de anos, compreendendo portanto o limite entre o Jurássico médio e o Jurássico superior.
http://www.nature.com/nature/journal/v439/n7077/fig_tab/nature04511_F1.html |
http://www.gwu.edu/~newsctr/fossilfind/ty.ppt
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Várias características encontradas em Guanlong suportam uma afinidade tyrannossauroide, como um ilion relativamente longo (comprimento idêntico ao do fémur), uma concavidade dorsal no processo pré-acetabular, uma crista supra-acetabular direita (em vista dorsal), uma crista vertical mediana saliente na superfície lateral do ilion, um "pé" púbico de grandes dimesões, uma fina lâmina óssea prolongando-se do processo obturador para a diáfise isquíadica.
http://www.nature.com/nature/journal/v439/n7077/extref/nature04511-s1.doc |
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http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=5196694&ft=1&f=1007 |
Guanlong,
segundo Xu et al. (2006), que seguiram a matriz publicada por Rauhut
(2003), será um tyrannossauroide basal, fora do clade Dilong +
Tyrannosauridae. Carr (2006) colocou em causa a afinidade tyrannossauroide de Guanlong, apresentando vários argumentos para sugerir que as semelhanças com Monolophosaurus jiangi, de um nível inferior da mesma Formção Sishugou, são muitas. Os resultados obtidos por este investigador “sugerem duas hipóteses alternativas para Guanlong: ou é o taxon irmão ou é um subadulto de Monolophosaurus”.
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http://www.nature.com/nature/journal/v439/n7077/extref/nature04511-s1.doc |
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Localização dos dois esqueletos
encontrados nos sedimentos dos inícios do Jurássico final da Formação Shishugou. |
Os dois exemplares, de dimensões diferentes, foram encontrados um em cima do outro. A análise dos anéis de crescimento permite inferir uma idade de 7 e de 12 anos. |
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A transição faunística observada dentro da formação estará relacionada com um acontecimento global de arrefecimento que terá ocorrido no final do Jurássico médio, seguido por um aquecimento nos inícios do Jurássico final. Da parte superior da Formação, em Wucaiwan, provem o mais antigo tyrannossauroide conhecido, Guanlong wucaii. Um segundo taxon, Yinlong downsi, também de Wucaiwan, é o mais antigo e mais primitivo ceratopsiano conhecido. Preserva características tanto de ceratopsianos como de paquicefalossaurios, fornecendo nova evidência para a monofilia marginocefaliana. Note-se que o grande «carnossaurio» Monopholosaurus também foi encontrado nesta Formação. |
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Tyrannosauroidea indeterminados |
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Ford e Chure (2001)
sugeriram que um dente pré-maxilar do Jurássico final da Formação Morrison,
que Bakker (1998) referiu a Dromaeosauridae, tem afinidade tyrannossauroide. Naish
(http://www.cmnh.org/dinoarch/2000Apr/msg00440.html |
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Dente pré-maxilar de Como Bluff, Jurássico final da Formação Morrison (Utah), que Bakker (1998) referiu a Dromaeosauridae e que Ford e Chure (2001) sugeriram ter afinidade tyrannossauroide (modificado de Bakker 1998). |
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Do Cretácico inferior
de Mazongshan, Mongólia interior (China), Sereno (http://www.projectexploration.org/mongolia/u61001.htm) relatou a descoberta de alguns elementos do membro anterior, incluindo um
ungual da mão com 12,7 cm de comprimento, com afinidade tyrannossauroide. |
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Britt e Stadtman (1998)
referiram a descoberta de material esquelético do
Cretácico inferior do Yellow Cat Member da Formação Cedar Mountain,
Utah, que inferiram representar um tyrannossauroide. |
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Também da Formação
Cedar Mountain, mas do Membro Mussentuchit (Albiano - Cenomaniano), Kirkland et
al. (1997) referiram vários dentes de juvenis a cf. Alectrosaurus sp. |
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Um dente pré-maxilar
com cerca de 11 cm de comprimento, proveniente do Aptiano da Formação Jobu,
Japão, foi interpretado por Manabe (1999) como representando um
tyrannossauroide. O dente serrilhado, com forma em D, apresenta 20 serrilhas por
5 mm em ambas as carenas, comparativamente maiores do que as que ocorrem nos
dentes do tyrannossaurídeo Gorgosaurus. |
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PARA SABER MAIS ... |
Fundo retirado de http://palaeoblog.blogspot.com/2005_03_01_palaeoblog_archive.html