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PARA SABER MAIS ... |
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| Os
geólogos dividem a história da Terra em intervalos de tempo
extremamente longos, conhecidos por Eons, subdivididos em Eras. Estas,
por sua vez, são subdivididas em Períodos, estes em Épocas e estas últimas
em Idades. As rochas mais antigas que sobreviveram até aos nossos dias
formaram-se há cerca de 4000 milhões de anos, nos inícios do Eon
Arqueon. Os fósseis mais antigos conhecidos, representando bactérias
ou organismos similares, são encontrados em rochas com esta idade.
O
Eon Arqueon terminou há cerca de 2500 milhões de anos, seguindo-se o
Eon Proterozóico, que se prolonga até há cerca de 570 milhões de
anos. Durante este intervalo de tempo, as coisas vivas aumentaram de
diversidade e os primeiros animais “verdadeiros” surgiram ainda nos
finais do Eon Proterozóico. Animais com esqueletos externos ou internos sofisticados tornam-se abundantes e diversificados no princípio do Eon Fanerozóico, que se inicia com o final dos tempos Proterozóicos e que se continua no momento actual. O Fanerozóico é dividido em três Eras: o Paleozóico (o mais antigo), o Mesozóico e o Cenozóico (em que ainda vivemos). |
| Os dinossáurios, no sentido usual do termo, ou seja, excluindo as aves, viveram durante a Era Mesozóica, que é dividida em três períodos: o Triássico, o Jurássico e o Cretácico. Cada um destes períodos é subdividido em Épocas (como o Jurássico final) e cada uma destas Épocas em subdividida em idades, como o Hetangiano, da Época do Jurássico inicial. |
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Os
vários intervalos do tempo geológico foram originalmente baseados em
sequências de rochas. Por exemplo, o Período Cretácico foi definido
como o intervalo de tempo durante o qual as rochas do Sistema Cretácico
se depositaram. Consequentemente, é frequente os paleontologistas
utilizarem termos como Triássico, Jurássico e Cretácico segundo dois
sentidos - um, referindo-se às próprias rochas, e o outro, aos
intervalos de tempo representados por essas rochas. Por exemplo, se
falamos do Triássico inferior, utilizamos o termo para nos referirmos
às rochas - as rochas do Triássico inferior ocorrem
estratigraficamente abaixo das rochas do Triássico médio e superior.
Por outro lado, se nos referimos ao Triássico inicial, estamos a
designar o intervalo de tempo que ocorreu antes do Triássico médio e
final. Assim, “inferior”, no sentido estratigráfico, corresponde a
inicial no sentido temporal; e superior corresponde a final (médio pode
ser utilizado quer no sentido estratigráfico, quer temporal). Adjectivos como inicial, médio e final, para além da sua utilização como partes dos nomes de intervalos de tempo do tempo geológico formalmente descritos, também são utilizados para descrever intervalos informais da história da Terra. Por exemplo, podemos falar informalmente de Mesozóico final, de Cretácico médio ou de Cenozóico inicial. Trata-se, não de intervalos definidos do passado geológico, mas de termos que podem ser úteis quando nos queremos referir a acontecimentos geológicos ou evolucionários (quando utilizamos os termos inicial, médio ou final no sentido informal, estas palavras deveriam ser escritas com maiúscula). |
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As
escalas do tempo Mesozóico apresentam, como será natural, algumas
(pequenas) variações, segundo os respectivos autores. Por exemplo,
todos os investigadores estão de acordo em considerar que o Jurássico
médio ou Dogger inclui 4 Idades, iniciando-se no Aaleniano, passando
pelo Bajociano e pelo Batoniano e terminando no Caloviano. Mas a datação
destas Idades já difere de forma que se pode considerar relativamente
significativa consoante os autores que seguimos, como se pode observar
no Quadro I.
QUADRO I |
| Quando os restos de um dinossáurio são encontrados em rochas que se depositaram durante o Sinemuriano, é óbvio que esse dinossáurio viveu durante esse intervalo de tempo. Mas o intervalo de tempo desta Idade apresenta variação, consoante os vários investigadores, pelo que devemos sempre referir qual a escala que é seguida como referência. Assim, para este trabalho, seguimos a escala do tempo Mesozóico apresentada por Harland et al. em 1990. Por outras palavras, consideramos que o intervalo de tempo correspondendo ao Jurássico médio está dentro dos limites temporais 178 - 157,1 milhões de anos. E que, por exemplo, o limite Bajociano - Batoniano corresponde aproximadamente a 166 milhões de anos. Este conjunto de nomes ou a referência precisa aos respectivos autores poderão parecer supérfluos, mas a utilização desta terminologia permite que os paleontologistas tenham uma ideia mais exacta da altura em que determinado tipo de organismo viveu, tão seguramente como a resolução do registo estratigráfico o permita. |
| No
Quadro I incluímos as três escalas do tempo Mesozóico que,
habitualmente, são seguidas pela grande maioria dos paleontologistas. A
evidência mais antiga da presença de dinossáurios
sauropodes no nosso País surge na jazida da pedreira do Galinha,
descoberta em 1994, e cujos sedimentos são consensualmente referidos
como tendo sido depositados muito perto do limite Bajociano - Batoniano
(Santos et al. 1994).
Várias vezes temos visto escrito afirmações do tipo: "A descoberta de pegadas de sauropodes gigantescos em camadas de calcário do Jurássico médio, com cerca de 175 a 180 milhões de anos, ensinou-nos, a nós e ao mundo, que estes herbívoros surgiram duas a três dezenas de milhões de anos mais cedo do que até aqui se conhecia" (Lisboa, 14 de Janeiro de 2002 http://www.triplov.com/galopim/entrevist_02.html). Mas, de facto, não é necessário apresentar argumentos não científicos para justificar a grande importância desta jazida, conservada e preservada graças a um conjunto de esforços que se devem salientar. |
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Em
primeiro lugar, a idade da jazida será mais recente, correspondendo
provavelmente, na “hipótese mais antiga”, a cerca de 169 milhões
de anos (Gradstein et al. 1994). Se seguirmos a escala proposta por
Harland et al. (1990), a sua idade situar-se-á perto dos 166 milhões
de anos. Mesmo a mais recente “Carta Internacional Estratigráfica”, estabelecida pela IUGS (International Union Geological Sciences), datada de 2000 e actualizada em 2002, sugere para a passagem Bajociano – Batoniano uma idade de 169,2 milhões de anos (com um erro de ± 4 milhões de anos). E é sugerido que o limite entre o Jurássico inferior e o Jurássico médio (correspondente à passagem do Toarciano para o Aaleniano) deve ter ocorrido há cerca de 180,1 milhões de anos. A passagem do Aaleniano
ao Bajociano, patente na sucessão observável nas arribas do Cabo
Mondego, com valor de estratotipo (camada ou estrato existente num
dado local da Terra que, pelas suas características, é adoptado como nível
estratigráfico padrão, a servir de referência para outras sequências
sedimentares, noutros locais) terá uma idade rondando os
176,5 milhões de anos, de acordo com a IUGS (2002). |
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| Mais recentemente ainda, a escala do tempo geológico proposta por Gradstein et al. (2004) assinala a passagem Bajociano - Batoniano para 167,7 M.a., com o início do Jurássico médio (Aaleniano) correspondendo a 175,6 M.a. |
| Em segundo lugar, nem sequer se trata da mais antiga ocorrência de pegadas / pistas de sauropodes a nível mundial. Mesmo antes da descoberta das pistas encontradas na pedreira do Galinha, já estavam descritas várias jazidas com pegadas / pistas de sauropodes mais antigas. | |
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| Pista narrow-guage (ROLM 75) encontrada na jazida de Lavini di Marco (Sinemuriano) atribuída à passagem de um sauropode de dimensões relativamente grandes (retirado de Leonardi e Lanziger 1992). | |
| Por exemplo, Leonardi e Lanziger (1992) descreveram pistas atribuíveis a membros deste grupo de dinossáurios quadrúpedes encontradas em sedimentos do Jurássico inferior (Sinemuriano inferior) da Itália, jazida de Lavini di Marco. Leonardi e Mietto (2000) confirmaram a ocorrência de várias pistas encontradas nos seis níveis com pegadas da jazida de Lavini di Marco atribuíveis à passagem de sauropodes (embora esta afinidade tenha sido posta em causa por vários investigadores). | |
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http://www.sciencedirect.com/science?_ob= MImg&_imagekey=B6X1G-48761VS-7-1W&_ cdi=7242&_orig=browse&_coverDate=01%2F01%2F2003&_ sk=999979998&view=c&wchp=dGLbVzb-zSkzk&_ acct=C000050221&_version=1&_userid=10&md5= 5b40f983fe3922c69b9e98899f3cb040&ie=f.pdf
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| Esquema da pista ROLM 28 (retirado de Leonardi e Mietto 2000). |
Pista ROLM 26. |
Esquema da pista ROLM 26 (retirado de Leonardi e Mietto 2000). |
| Ishigaki (1988) salientou a ocorrência de pistas de sauropodes encontradas em depósitos do Pliensbaquiano de Marrocos. Este investigador (1989) e Dutuit e Ouazzou (1980) descreveram também pistas de sauropodes encontradas em sedimentos do Batoniano de Marrocos. | |
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Pista Breviparopus taghbaloutensis, narrow-guage, proveniente do Jurássico médio (Batoniano) de Marrocos (retirado de Ishigaki 1989).
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Depois da
descoberta da jazida da pedreira do Galinha, outros níveis com pistas e
pegadas de sauropodes mais antigos têm vindo a ser relatados.
Por exemplo, Ferrusquia-Villafranca et al. (1996), descreveram várias pegadas (13 correspondentes às impressões de pés e apenas 1 correspondente à impressão de mão, na figura, nº 28) atribuídas a sauropodes, encontradas num estrato do Bajociano - Batoniano de Xochixlapilco, México. Todas elas representam sauropodes de dimensões reduzidas (comprimento do pé variando entre 12,9 e 19,7 cm). É sugerido que as impressões representam a passagem de sauropodes bípedes, uma hipótese, no mínimo, controversa. É inferido que a região, durante o Jurássico médio, seria formada por várias ilhas isoladas, conduzindo a um isolamento das populações e, eventualmente, ao nanismo. Foster et al. (2000)
consideram que "não é totalmente certo que essas pegadas tenham
afinidade sauropode". |
| Mapa das pegadas encontradas na jazida de Xochixlapilco. A tracejado estão representadas as pegadas atribuídas a sauropodes e a preto pegadas inferidas como tendo sido produzidas por teropodes (retirado de Ferrusquia-Villafranca et al. 1996). |
| Avanzini (1997) descreveu pegadas de sauropodes, incluindo impressões de mãos e de pés, encontradas em sedimentos carbonatados da jazida de Becco di Filadonna, datados do Sinemuriano médio (portanto, um pouco mais recentes do que os níveis com pegadas de Lavini di Marco). Tanto as impressões das mãos (largura e comprimento de 44 e 32 cm, respectivamente) como as dos pés (comprimento e largura rondando 75 e 50 cm, respectivamente) representam a passagem de sauropodes de dimensões grandes, especialmente tendo em conta a sua idade do Jurássico inferior. Infelizmente, não é possível discernir a largura interna de eventuais pistas. |
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| Duas das impressões atribuídas a sauropodes (retirado de Avanzini 1997). |
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E pegadas e pistas de sauropodes foram referidas por Gierlinski (1997) e Gierlinski e Pienkowski (1999) para sedimentos do Jurássico inferior (Hetangiano) da Polónia, incluindo várias pistas narrow produzidas por animais juvenis e adultos.
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Fotografia de 4 das pistas narrow
produzidas por sauropodes juvenis (comprimento das impressões do pé
variando entre 19 e 25 cm), paralelas e com a mesma direcção,
encontradas na jazida do Jurássico inferior de Soltykow, Polónia
(retirado de Gierlinski e Pienkowski 1999). http://edu.pgi.gov.pl/muzeum/tropy/stopy_i_tropy2.htm
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Foster et al. (2000)
descreveram uma pista de sauropode encontrada dentro dos limites do Grand
Staircase-Escalante National Monument (GS-ENM) (Utah), que, na altura, foi
interpretada como "a mais antiga evidência de dinossáurios sauropodes na
região ocidental dos Estados Unidos". De facto, a jazida, conhecida por
Twentymile Wash, e onde estão reconhecidas cerca de 250 pegadas de teropodes,
integrando pelo menos 30 pistas individuais, localiza-se na parte superior do
Membro Superior de Entrada Sandstone, cuja idade, apesar de controversa, se deve
situar entre o final do Jurássico médio e os inícios do Jurássico final. Lockley e Hunt (1995) já tinham considerado intrigante o facto da icnofauna de Entrada só representar teropodes, em grande percentagem de dimensões enormes. A pista de sauropode da jazida de Twentymile Wash indica que os herbívoros estavam presentes, embora a desproporção continue a ser enigmática. O facto da pista de sauropode surgir em depósitos eólicos sugere, segundo Foster et al. (2000), que ocorreria provavelmente vegetação por perto, já que o animal frequentava uma "área caracterizada por dunas eólicas e planícies baixias perto de um mar interior". |
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Esquema e fotografia da pista de sauropode da jazida de Twentymile
Wash, Entrada Sandstone (GS-ENM), Utah: M - impressão de mão P - impressão de pé TT - impressão da cauda (retirado de Foster
et al. 2000). |
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| Pegadas de sauropodes têm também vindo a ser descobertas no Jurássico médio de Yorkshire, na Formação Saltwick (Inglaterra), segundo Romano et al. (1999). Estes investigadores referem mesmo que esta amostra pode incluir dois tipos distintos de pegadas de sauropodes. |
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Pegada de pé de sauropode da Formação Saltwick. |
Seis pegadas atribuídas a sauropodes "gigantescos" foram descritas por Ahmed e Mukandi (2001), encontradas num nível da região de Ntumbe, Zimbabwe, constituindo as primeiras pegadas de sauropodes descobertas na África sub-Sahariana. Estes investigadores indicaram que estes estratos terão sido depositados "entre o Jurássico médio e o Jurássico superior", embora não tenham fornecido uma datação mais precisa (Linghham-Soliar e Broderick 2000 tinham indicado uma idade do Jurássico inferior). Ahmed et al. (2003) forneceram a primeira descrição mais pormenorizada desta amostra, incluindo uma pegada de pé esquerdo com 94 cm de comprimento e 56 cm de largura, com melhor estado de preservação. Aparentemente, esta pegada mostra as impressões dos três dígitos interiores, I - III, terminando por garras. "As impressões dos dígitos IV e V apresentam prováveis marcas das unhas e não das garras". Duas das pegadas foram atribuídas a mãos do sauropode. |
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A pegada do pé esquerdo em melhor estado de preservação. Notam-se um rebordo elevado rodeando a pegada e várias fracturas radiais, assinaladas pelas setas: duas anteriores, profundas, e uma terceira, posterior e menos distinta, que "indicam stress circular como consequência de deslocação do sedimento" (Ahmed et al. 2003, de onde é retirada a fotografia) (escala: 1 m). |
| Mapa da localização das pegadas de sauropodes da região de Ntumbe. A pegada 1 corresponde à pegada da fotografia ao lado. As eventuais pegadas de mãos corresponderão às pegadas "sub-circulares", assinaladas pelos números 4 e 6 (retirado de Ahmed et al. 2003). | |
| É interessante salientar que esta amostra, localizada perto de um grande número de pegadas tridáctilas (incluídas em 5 pistas distintas) atribuídas a teropodes, foi praticamente destruída pela passagem de uma manada de elefantes, de acordo com a visita feita em Agosto de 2003 ao local por Ali Ait-Kaci Ahmed. |
Matsukawa et al. (2002) relataram a presença de "uma pista de sauropode na Formação Zhenzhuchong", do Jurássico inferior da China. |
Embora não tenham sido formalmente descritas, várias pegadas atribuíveis a sauropodes foram encontradas na jazida de St. George, Utah, num estrato arenítico do Jurássico inferior, Hetangiano (http://cactus.dixie.eder/jharris/TDOAbstracts.pdf). Esta descoberta é significativa para a América do Norte, pois o registo icnológico mais antigo conhecido para estes quadrúpedes data dos inícios do Jurássico superior (mas, veja-se a seguir).
http://www.sunstar-solutions.com/sunstar/geology/JuraTracks/BasalJurassic.htm |
| Recentemente, Lockley
et al. (2001) sugeriram que várias pistas representando o icnogénero Tetrasauropus,
do Triássico final, devem também representar a passagem de
sauropodes.
Segundo Dal Sasso (2003), Paolo Mietto “encontrou uma pegada bem preservada de sauropode na Formação Durrenstein do Monte Avereau, não muito longe de Monte Pelmetto”, em sedimentos datados do Noriano, também do Triássico final. |
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Tradicionalmente,
aos estratos que ocorrem nas Montanhas Tatra da Polónia,
em Czerwone Zlebki, integrados na Formação Tomanová, tem sido atribuída
uma idade correspondendo ao Triássico final (Raetiano). Niedzwiedzki (2004)
descreveu um agregado de pegadas encontrado nesta jazida que identificou como
pertencendo ao icnogénero Tetrasauropus
e que interpretou como tendo origem sauropode. Outros exemplares foram incluídos
em Anomoepus
e Kayentapus. Como vários destes
tipos de pegadas são típicos do Jurássico inferior, Niedzwiedzki interpretou
este agregado como tendo uma idade correspondendo ao Jurássico inferior.
Note-se que Gierlinski e Sabath (2005) sugeriram que a amostra incluída em Kayentapus
deve representar o icnogénero Eubrontes
e que as pegadas incluídas em Anomoepus
devem representar o icnogénero Pseudotetrasauropus. |
| Marsicano e Barredo (2004) descreveram uma ampla amostra icnológica da Formação Portozuelo (Carniano, cerca de 225 milhões de anos) da Argentina. Algumas destas pistas mostram a passagem de um quadrúpede, que estas investigadoras sugeriram apresentarem características compatíveis com um autor sauropode: "A morfologia geral das pegadas dos pés (semi-plantígrada), a disparidade de dimensões entre mãos e pés, o comprimento relativamente idêntico dos dígitos". As impressões dos unguais do pé parecem estar orientadas medialmente em relação ao eixo do pé e à direcção da progressão. As pistas também são do tipo narrow, como é inferido como condição para os sauropodes basais. As impressões das mãos são digitígradas, sem evidência de dígitos. O ângulo de passo ronda os 130º. O comprimento das impressões dos pés varia entre 23 e 27 cm. Mas note-se que a presença de pegadas de mãos nestes exemplares é irregular - podemos estar perante um quadrúpede facultativo. | |
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| Fotografia e esquema de 3 pistas que poderão apresentar afinidade sauropode (as setas indicam o sentido da progressão) (escala: 50 cm) (retirado de Marsicano e Barredo 2004). | Fotografia e esquema da pista 1. A fotografia não foi tirada directamente sobre as pegadas - assim, as dimensões relativas estão distorcidas (retirado de Marsicano e Barredo 2004). |
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Milan e Bromley (2005) descreveram as primeiras três pegadas de dinossáurios Mesozóicos encontradas na Dinamarca, incluindo dois exemplares que correspondem a impressões de pés de um sauropode. As impressões só foram descobertas em 2004, depois de dois anos de buscas infrutíferas nos sedimentos da Formação Baga, depositada durante o Jurássico médio, que tinham sido reconhecidos como apresentando um grande potencial para a formação e preservação de pegadas de tetrapodes. Para além de uma pequena pegada pentadáctila, atribuída a um tireoforano, duas outras pegadas, de dimensões muito maiores, apresentam um tipo de preservação idêntico. O exemplar com melhor preservação tem 69 cm de comprimento por 45 cm de largura, com morfologia oval e / ou de pera e inclui as impressões de quatro dígitos robustos e curtos, com uma profundidade que varia entre 25 e 29 cm. As impressões dos dígitos estão preservadas como sulcos prolongando-se da superfície com pegadas até ao fundo da pegada. Os sulcos foram formados quando os dígitos foram arrastados pelo lodo. Esta pegada corresponde à impressão do pé esquerdo de um sauropode. |
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| Fotografia e esquema dos dois exemplares descobertos na ilha de Bornholm (mar Báltico a sul da Suécia), Dinamarca, atribuídos a pés de sauropodes (retirado de Milan e Bromley 2005). "A idade da Formação Baga é do Jurássico médio, Bajociano - Batoniano (Gry 1969; Koppelhus e Nielsen 1994)". | |
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Para além de fornecerem dados sobre as capacidades locomotoras, as pistas de sauropodes fornecem também dados temporais, espaciais e de características anatómicas que são essenciais para a formulação de hipóteses sobre a sua evolução locomotora (Wilson 2005). E a importância do registo icnológico dos sauropodes é especialmente significativa para compreendermos a sua história inicial, quando os elementos esqueléticos são escassos e fragmentados. |
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PARA SABER MAIS ... |
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Em terceiro lugar, qualquer estudioso dos dinossáurios sabe que o registo esquelético dos sauropodes é conhecido desde a década de 70 como sendo referido para o Jurássico inferior - elementos osteológicos do género Vulcanodon são atribuídos ao Hetangiano (Wilson e Sereno 1998), embora Yates et al. (2004) sugiram uma idade do Toarciano. Outros dois géneros, Barapasaurus e Kotasaurus, são conhecidos para o Jurássico inferior (Jain et al. 1975; Yadagiri 1988), provenientes de sedimentos cuja idade estará compreendida entre o Hetangiano e o Pliensbaquiano (Bandyopadhyay e RoyChowdhury 1996). Outros taxa baseados em elementos osteológicos são conhecidos para sedimentos ligeiramente mais recentes, mas ainda do Jurássico inferior: Kunmingosaurus (Zhao 1992), Gongxianosaurus (He et al. 1998), ambos da China (do ponto de vista icnológico, este último taxon é muito significativo, já que é o mais antigo sauropode de que se conhece restos completos do pé).
O mais antigo sauropode reconhecido por um esqueleto quase completo é Shunosaurus (Dong et al. 1983; Zhang 1988), já do Jurássico médio (Batoniano - Caloviano), que ocorre numa Formação da China que também forneceu o sauropode Datousaurus (Dong & Tang, 1984). |
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Em 2002, um segundo sauropode do Triássico final foi descrito por
Buffetaut e colegas, identificado através de um centrum de uma vértebra caudal média e de um úmero
direito bem preservado encontrados a cerca de 1 km de distância das jazida que
forneceu Isanosaurus. O úmero mede 1,04 m de comprimento, com uma largura mínima de 18 cm, o que implica que o sauropode tinha dimensões comparáveis às de um Camarasaurus - comprimento total entre 12 a 15 m. Segundo Buffetaut et al. (2002) este osso "exibe todas as características de Sauropoda", diferindo do úmero de Prosauropoda especialmente por apresentar as expansões proximal e distal no mesmo plano, de forma que surge como um osso direito e não torcido, como é típico dos prosauropodes. Uma única característica - "uma depressão bem acentuada na face cranial da expansão distal" - é reminiscente do que ocorre nos prosauropodes, característica interpretada por Buffetaut et al. (2002) como plesiomórfica. Como o úmero de Isanosaurus
é desconhecido, não pode ser comparado com este taxon. O material holótipo
de Isanosaurus representa um esqueleto incompleto de um indivíduo
sub-adulto, de forma que a diferença de dimensões entre os dois
animais pode não impedir a sua inclusão num mesmo taxon. Buffetaut et al. (2002)
salientaram que a descoberta deste úmero indica que os sauropodes já
alcançavam dimensões consideráveis no Triássico final, semelhantes
às das grandes formas do Jurássico final; e superiores às dos maiores
prosauropodes conhecidos para a altura. Uma grande dimensão
constituiria uma protecção que estes herbívoros sem armadura
utilizariam contra os predadores; poderia também contribuir para a
manutenção de uma temperatura corporal relativamente estável, tendo
em conta a razão baixa entre superfície e volume. Mas quaisquer que
tivessem sido os factores fisiológicos ou ecológicos envolvidos, estes
investigadores salientaram que "um rápido aumento de dimensões
constituiu uma característica notável na história inicial dos
sauropodes", concluindo que a evolução de Sauropoda terá sido
mais rápida do que a de qualquer outro grupo de dinossáurios. |
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Úmero
direito proveniente da jazida de Kok
Hin Poeng, Triássico final da Tailândia, em vistas cranial (a) e caudal (b)
(escala: 25 cm) (retirado de Buffetaut et al. 2002). |
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http://www.insu.cnrs.fr/a2094,fouilles-nouveaux-gisements-dinosaures-thailande.html |
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Vários elementos esqueléticos de um sauropode do Jurássico médio (Caloviano) da Formação Balabansai de Kirghizia tinham sido descobertos em 1966 por Nikita Verzilin. Os ossos foram recohidos por uma equipa liderada por Rozdestvensky, que, num livro popular datado de 1969, lhe deu o nome de nome de "Ferganasaurus". Este material foi reanalisado por Alifanov e Averianov (2003), que o desceveram e formalmente incluíram na nova espécie Ferganasaurus verzilini, um neosauropode basal. |
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Pélvis esquerda em vista lateral de Ferganasaurus (ilion reconstruído) (escala: 10 cm) (retirado de Alifanov e Averianov 2003). |
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Metacarpos esquerdos em vistas proximal (A), cranial (B) e distal (C) de Ferganasaurus verzilini (escala: 10 cm) (retirado de Alifanov e Averianov 2003). |
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Reconstrução de Ferganasaurus, baseado em parte em Camarasaurus (retirado de Alifanov e Averianov 2003). |
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Posteriormente, Averianov et al. (2004) descreveram material osteológico adicional encontrado em Balabansai Svita, Kyrgystan, que, provavelmente, poderá pertencer a Ferganasaurus verzilini. |
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Dentes, em vista lateral, da jazida de Balabansai Svita, que Averianov et al. (2004) sugeriram serem referíveis a Ferganasaurus verzilini (retirado de Averianov et al. (2004). |
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http://www.sciencedirect.com/science?_ob=IssueURL&_tockey=%23TOC %237242%232003%23999979998%23412792%23FLA%23Volume _2,_Issue_1,_Pages_1-117_(1_January_2003)&_auth=y&view=c&_acct=C000050221 &_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=33f0299970dfeaf2cdcb232cdf0a474e |
Giodefroit e Knoll (2003) relataram a presença de um dente de sauropode
em depósitos do Triássico final (Retiano) de Habay-la-Vieille, Bélgica, sendo a primeira vez que se confirma a
presença deste grupo para o Triássico final da Europa. Até esta
altura, estava já confirmada a presença do grupo na Tailândia (Buffetaut
et al. 2000) e no Lesoto (Upchurch et al. 2002) para sedimentos
pré-Jurássicos,
já que Upchurch et al.
(2002) sugeriram que Blikanasaurus
cromptoni, do Noriano ou Raetiano da África do Sul,
e durante muito tempo incluído no clade Prosauropoda, deve ser
considerado como o sauropode mais plesiomórfico. Um dente do Triássico final (Noriano- Raetiano) de
Saint-Nicolas-de-Port (França), ilustrado por Galton (1998), poderá
também ter afinidade sauropodiana, segundo Giodefroit
e Knoll (2003).
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| Ainda mais recentemente,
Yates e Kitching (2003) descreveram um esqueleto parcial do Noriano da
África do Sul que atribuíram a um sauropode basal, Antetonitrus
ingenipes, que constitui assim o mais antigo sauropode conhecido.
Segundo estes investigadores, é um sauropode mais primitivo do que
Isanosaurus, do Raetiano.
Fornece uma "primeira informação sobre um sauropode basal que estava a começar a mostrar adaptações na direcção do quadripedalismo graviportal, como um membro anterior alongado, uma arquitectura femural modificada, um metatarsus mais curto e uma alteração da distribuição do peso pelo pé. Contudo, Antetonitrus não tinha as especializações da mão encontradas em sauropodes mais derivados, o que indicia que retinha a capacidade de agarrar". Yates (2003) considera que o sauropode mais basal é Anchisaurus. Taxa considerados durante muito tempo como incluíveis em Prosauropoda, são também sugeridos por este investigador como representando sauropodes primitivos do Triássico final: Blikanasaurus e Melanorosaurus.
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http://dsc.discovery.com/news/briefs/20030630/dino.html#
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Yates
(2004) reanalisou o tipo e os exemplares referidos a/de
Anchisaurus polyzelus e de Ammosaurus
major, do Jurássico inferior da Formação Portland, Supergrupo
Newark. Entre as várias conclusões, salientam-se: .
os dois taxa são sinónimos .
o material apresenta características derivadas, típicas dos sauropodes,
que não estão presentes em Prosauropoda .
a análise cladística suporte fortemente a hipótese de Anchisaurus
polyzelus ser o membro mais basal conhecido de Sauropoda .
Anchisaurus polyzelus passa a ser o sauropode de menores dimensões
conhecido .
como a linhagem conduzindo a Neosauropoda mostra um aumento gradual e
sustentado das dimensões durante a maior parte da sua história desde a
divergência com Theropoda, a pequena dimensão de Anchisaurus
polyzelus representa uma inversão nesta tendência (uma diminuição
nas dimensões em relação ao antepassado comum sauropode). Sereno
(1999) já tinha sugerido que Ammosaurus
deve ser considerado sinónimo júnior de
Anchisaurus. |
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| Durante uma palestra em 29/11/2003 e proferida no âmbito da Exposição
“Dinossauros chegaram ao Porto”, Philippe Taquet relatou e mostrou,
através de um vídeo espectacular (a ser exibido no canal «Discovery»),
a recente descoberta em sedimentos do Jurássico inferior (cerca de 180
milhões de anos) de Marrocos, na região de Tazouda (Haut-Atlas), de um
novo sauropode, com características muito basais, mas mais avançado do
que os prosauropodes. Esta nova espécie de sauropode do Jurássico
inferior será descrita numa publicação a ser editada nos princípios
de 2004, recebendo o nome formal de Tazoudasaurus
naimi. Entre os elementos esqueléticos recolhidos, estão vértebras
cervicais, dorsais e caudais, ossos dos membros e das cinturas e partes
do crânio, incluindo maxila com 17 dentes (“trata-se do crânio mais
antigo conhecido para um sauropode”).
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http://www.maroc-hebdo.press.ma/Mhinternet//Archives_573/pdf-573/page20.pdf Allain et al. (2004)
descreveram formalmente o novo sauropode vulcanodontídeo Tazoudasaurus naimi, do Jurássico inferior de Marrocos.
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E as descobertas de sauropodes
pré-Jurássico final continuam. Yates et al. (2004) descreveram uma vértebra caudal proximal, encontrada nos sedimentos do topo da Formação Elliot (Jurássico inferior, África do Sul), que identificaram como pertencendo "a um dinossáurio sauropode mais derivado do que as formas basais Antetonitrus e Blikanasaurus" (taxa encontrados no Triássico finl da parte basal da mesma Formação). Segundo estes investigadores, este material apresenta semelhanças com vértebras caudais do sauropode Vulcanodon, do Zimbabwe. http://search.sabinet.co.za/WebZ/AdvancedQuery?sessionid= 01-60525-203539588&termA=2004&indexA=py%3A&termB =9&indexB=so%3A&format=B&advancednumrecs= 50&entitytoprecno=1&entitycurrecno=1&entitytempjds&dbgroup =sajscig&next=sajs/sajs_abresult.html&bad=error/badsearchframe.html
Buffetaut (2005) descreveu um dentário incompleto, com vários dentes, encontrado no Jurássico médio (Batoniano) da Bacia de Majunga, Madagáscar. "Este dentário é tipicamente sauropodiano", mas "os dentes assemelham-se muito aos dos prosauropodes". Este investigador sugeriu que este material deve representar um novo taxon, já que "nenhum sauropode é conhecido com este tipo de dentes" (com forma de folha, com grandes serrilhas ao longo das margens), a que deu o nome de Archaeodontosaurus descouensi. |
Mahammed et al. (2005) descreveram vários elementos esqueléticos, incluindo material cranial, provenientes do Jurássico médio do Atlas ocidental da Argélia (Roius El Djir), que atribuíram a um novo sauropode basal, Chebsarus algeriensis. Trata-se de um exemplar não adulto eusauropode não neosauropode.
http://lesdinos.free.fr/Au%20temps%20des%20dinosaures%20Dinoliste-C.htm |
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Mahammed et al. (2005) descreveram um novo sauropode basal, “cetassaurídeo”, Chebsaurus algeriensis, do Jurássico médio da Argélia. |
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Um sauropodomorfo enigmático do Jurássico inferior da China (Formação Fengjiahe, Yunnan), descrito por Yeh (1975), e durante muito tempo encarado como um prosauropode «avançado», pode revelar-se como um sauropode, "um dos sauropodes mais basais conhecidos actualmente" (Upchurch et al. 2005). |
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Peng et al. (2005) descreveram um novo sauropode do Jurássico médio de Dashanpu (Formação Xiashaximiao), província de Sichuan, China – Dashanpusaurus dongi. O material holótipo inclui 6 cervicais, 12 dorsais, 4 sacrais e 33 vértebras caudais; uma ulna, a cintura pélvica e grande parte do membro posterior. O material parátipo é formado ainda pela cintura peitoral esquerda, húmero esquerdo e rádio. O novo taxon foi incluído em Camarasauridae. |
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Algumas das vértebras do material holótipo de Dashanpusaurus dongi: A – cervical 12 – 13, em vista esquerda B – dorsal 1, em vista posterior C – dorsal 2 em vista posterior D – dorsal 2 em vista lateral esquerda E – dorsal 3, em vista posterior F – dorsal 4, em vista anterior G – dorsal 11, em vista anterior H – caudal anterior, em vista lateral esquerda (retirado de Peng et al. 2005) |
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Material esquelético do holótipo e do parátipo de Dashanpusaurus dongi: A – ulna esquerda, em vista anterior B – ilion esquerdo, em vista lateral C – púbis esquerdo, em vista medial D – fémur esquerdo, em vista posterior E – tíbia esquerda, em vista posterior F – omoplata esquerda, em vista medial G – coracoide esquerdo, em vista lateral H – húmero esquerdo, em vista anterior I – rádio esquerdo, em vista lateral (retirado de Peng et al. 2005) |
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Moser et al. (2006) descreveram vários restos fragmentados e isolados de sauropodes de grandes dimensões provenientes da Formação Khadir (Jurássico médio - Bajociano), da ilha de Khadir, India ocidental. Segundo estes investigadores, três dos ossos incompletos (um metacarpo, um garra do dígito I do pé e uma fíbula) podem ser "atribuídos com segurança a Camarasauromorpha e representam o registo mais antigo conhecido desse grupo derivado de dinossáurios". Note-se que pouco tempos antes, Jana e Das (2002) tinham relatado a descoberta em depósitos do Caloviano da Formação Chari, também na India, de uma metade proximal de uma tíbia de afinidade sauropode. |
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Fíbula atribuída a um sauropode
camarasauromorfo do Jurássico médio a India, segundo Mosert et al. (2006),
de onde é retirada a foto. a - em vista medial b - em vista proximal c - esquema da secção transversal em vista distal (escala: 2 cm). |
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http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3790/is_200711/ai_n21137441/pg_1 |
Kutty et al. (2007) descreveram novo material sauropodomorfo do Jurássico inferior (Sinemuriano) da India, representando dois novos taxa e um indeterminado. Lamplughsaura dharmaramensis, reconhecido através de vários esqueletos, é uma forma quadrúpede robusta e de grandes dimensões (comprimento corporal de 10 m). Segundo estes investigadores, esta espécie ou é um Sauropoda basal ou, menos convincentemente, um sauropodomorfo em ramo. Outra grande forma está representada apenas pela metade proximal de um fémur e “é um sauropodomorfo mais derivado do que Saturnalia (Brasil) e Thecondotosaurus (Grã-Bretanha), do Triássico final. Isto também é válido para a forma mais pequena (comprimento corporal quando adulto de 4 m) Pradhania gracilis, novo género e nova espécie, que está fora do clade Sauropoda + Plateosauria, e por isso é definitivamente um sauropodomorfo em ramo” (Kutty et al. 2007). |
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PARA SABER MAIS ... |
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Garcia et al. (2006) descreveram as mais antigas cascas de ovos de sauropodes encontradas na Laurasia. Esta amostra foi encontrada em sedimentos do Bajociano da Formação Cajarc, perto de Quercy, França. Embora a atribuição de ovos / cascas a um determinado grupo possa ser considerada especulativa quando não estão associados elementos esqueléticos de embriões, foi repetidamente sugerido (Zhao 1979; Mikhailov 1991, 1997) que as cascas do tipo megalootídeo pertencem a ovos de dinossáurios sauropodes.http://app.pan.pl/acta51/app51-009.pdf Com base nas características das unidades da casca, os ovos de casca rígida dos animais actuais em quatro categorias principais: testuroide (algumas tartarugas), geckonoide (geckos), crocodiloide (crocodilos) e ornitoide (aves). Estes ovos incluem dois tipos estruturais principais: os feitos de cristais de carbonato de cálcio chamado aragonite (algumas tartarugas) e os feitos de cristais de carbonato de cálcio com uma composição química diferente - calcite (crocodilos, geckos, aves e outros dinossáurios). Alguns ovos de dinossáurios, incluindo os das aves, encaixam-se no tipo ornitoide, mas foram criadas outras categorias para incluírem os outros ovos de dinossáurios encontrados: os tipos dinossauroide esferulítico e o dinossauroide prismático, baseados na forma e estrutura das unidades cristalinas que compõem a casca, tal como nos animais actuais. |
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Tartarugas, crocodilos e dinossáurios possuem tipos específicos de microestrutura da casca dos ovos (modificado de Chiappe e Dingus 2001). |
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As cascas do tipo megalootídeo são incluídas no tipo esferulítico: a casca é formada por uma única ultraestrutura formada por cristais de calcite tabular, dispostos num padrão radiado para formar as unidades da casca. Para este tipo esferulítico estão definidas seis variações básicas, incluindo o tipo discretisesferulítico (Milhailov et al. 1996). Entre elas, está a oofamília Megaloothidae. A recente descoberta de elementos esqueléticos de embriões de sauropodes titanossaurios dentro de ovos tipicamente discretiesferulíticos, realizada na Argentina, em Auca Mahuevo (Chiappe et al. 1998, 2001; Grellet-Tinner et al. 2004; Salgado et al. 2005; Chiappe et al. 2004) parece confirmar que os ovos megalootídeos estão associados com sauropodes. Mas a identiicação taxonómica de ovos baseados em ossos encontrados dentro da mesma unidade estratigráfica arrasta sempre um potencial de erro que não deve ser posto de lado (como aconteceu com a identificação errada de ovos de troodontídeos e de oviraptorídeos - Norell et al. 1994; Horner e Weishampel 1996). Até ao momento, "o único local onde elementos diagnosticáveis de sauropodes foram encontrados dentro de ovos foi Auca Mahuevo - embora estes embriões indiquem que (alguns) ovos do tipo megalootídeo (Megaloolithus patagonicus) têm uma origem sauropode, será um pouco arriscado extrapolar uma conclusão semelhante para todos os outros ovos com características idênticas" (Chiappe et al. 2006). Uma grande variedade de ovos megalootídeos foi encontrada em várias jazidas do Cretácico final da América do Sul, India e Europa. Ovos megalootídeos mais antigos, do Jurássico final, provêm da América do Norte e da Europa. |
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| Padrão típico da casca de ovo do morfotipo discretiesferulítico (retirado de Carpenter 1999). |
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A recente descoberta de elementos esqueléticos de embriões de sauropodes titanossaurios dentro de ovos tipicamente discretiesferulíticos, realizada na Argentina, em Auca Mahuevo (Chiappe et al. 1998, 2001; Grellet-Tinner et al. 2004; Salgado et al. 2005; Chiappe et al. 2004) parece confirmar que os ovos megalootídeos estão associados com sauropodes. Mas a identiicação taxonómica de ovos baseados em ossos encontrados dentro da mesma unidade estratigráfica arrasta sempre um potencial de erro que não deve ser posto de lado (como aconteceu com a identificação errada de ovos de troodontídeos e de oviraptorídeos - Norell et al. 1994; Horner e Weishampel 1996). Até ao momento, "o único local onde elementos diagnosticáveis de sauropodes foram encontrados dentro de ovos foi Auca Mahuevo - embora estes embriões indiquem que (alguns) ovos do tipo megalootídeo (Megaloolithus patagonicus) têm uma origem sauropode, será um pouco arriscado extrapolar uma conclusão semelhante para todos os outros ovos com características idênticas" (Chiappe et al. 2006). Uma grande variedade de ovos megalootídeos foi encontrada em várias jazidas do Cretácico final da América do Sul, India e Europa. Ovos megalootídeos mais antigos, do Jurássico final, provêm da América do Norte e da Europa. |
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| Um dos ninhos de Auca Mahuevo contendo cerca de 40 ovos (a escala em B e C é de 10 micron e 1 mm, respectivamente) (retirado de Chiappe et al. 2006). |