|
PARA SABER MAIS ... |
|||
|
|
http://www.rainbowdolphin.com/dinosaurs/images/3d_hypsilophodon_back.jpg |
|
|
|
11 - ORNITHOPODA 12 - Euornithopoda 13 - Iguanodontia 14 - Ankylopollexia 15 - Styracosterna 16 - Hadrosauriformes 17 - Hadrosauroidea 18 - Hadrosauridae |
| Segundo
a definição em ramo de Sues (1997), Hypsilophodontidae inclui todos os
ornitopodes mais perto de Hypsilophodon
do que de Iguanodon. O termo foi
criado por Dollo em 1882, mas só voltou a ser utilizado por Sternberg em 1940.
Cooper (1985) criou um nível taxonómico mais elevado, Hypsilophodontia, para
incluir hypsilofodontídeos e iguanodontianos, enquanto Sereno (1986) utilizou
Hypsilophodontia para Hypsilophodontidae. |
|
|
São
ornitopodes de dimensão pequena a média, com construção ligeira, bípedes
facultativos (eventualmente obrigatórios), com membros posteriores
comparativamente robustos; o crânio é estreito, com dentes molares em forma de
cinzel e dentes pré-maxilares. Radiando a partir do Jurássico médio, foi o
primeiro grupo de ornitopodes a alcançar uma distribuição geográfica quase
global, acabando por desaparecer no final do Cretácico.
http://www.baystatereplicas.com/images/sm_skull.jpg Para
muitos investigadores, os hypsilofodontídeos eram pequenos ornistiquianos bípedes
cursoriais que não apresentavam as especializações dos iguanodontianos (como
dígitos terminando por unguais em forma de casaco, muitas vezes com pré-maxilas
sem dentes, grande dimensão corporal). Estas definições, baseadas na ausência
(e não na presença de características derivadas) levou a que
Hypsilophodontidae se tornasse num “saco” onde foram sucessivamente metidos
todos os ornitopodes de dimensões relativamente pequenas (como as formas
primitivas asiáticas Agilisaurus e Yandusaurus do Jurássico inferior (He 1979; He e Cai 1983) e até
dryossaurídeos do Jurássico superior e do Cretácico). |
http://paleofree.ifrance.com/paleofree/images/articles/hypsilophodon.jpg
|
|
|
Recontituiçáo
esquelética de Agilisaurus louderbacki, do Jurássico inferior
da China (retirado de Peng 1992).
O estatuto taxonómico e a posição filogenética deste taxa, bem como de outros ornitopodes basais do Jurássico inferior da China está presentemente em revisão por parte de vários investigadores. Segundo Weishampel et al. (2003), Agilisaurus será o Euornithopoda mais basal. |
|
http://www.researchcasting.ca/images/parkosaurus.psd.jpg
www.adm.monash.edu.au/pa/photoline/med-res/leaellyn-beach_medres.jpg
|
Várias
análises cladísticas mostraram que os dryossaurídeos eram membros de
Iguanodontia. Mas Weishampel e Heinrich (1992) sugeriram que Hypsilophodontidae
podia constituir um agregado monofilético contendo Hypsilophodon, Parkosaurus (do Cretácico final do Canadá),
Zephyrosaurus (Cretácico inferior dos Estados Unidos), “otnielianos” (Drinker
e Othniela do Jurássico final dos
Estados Unidos), tescelossaurídeos (Cretácico final dos Estados Unidos),
yandussaurios e agilossaurios. Neste sentido, Hypsilophodontidae era
supostamente unido pela presença de uma omoplata porporcionalmente alongada,
por um processo pré-púbico semelhante a um tirante e por tendões ossificados
na parte distal da cauda (Sereno 1986, 1997, 1999). Vários
investigadores (Bakker et al. 1990; Scheetz 1998; Winkler et al. 1998) têm
sugerido que muitos destes ornistiquianos não estão relacionados de perto com
Hypsilophodon e que as suas afinidades de localizam mais longe. Assim, a
validade de Hypsilophodontidae tem sido posta em causa, já que este termo se
deve restringir ao grupo de ornitopodes contendo Hypsilophodon
e quaisquer taxa que estejam relacionados mais de perto com ele do que com
quaisquer outros dinossáurios. Por outras palavras, todos os ornitopodes que se
infira estarem fora deste grupo não podem continuar a ser considerados como
hypsilofodontídeos. Martill e Naish (2001) concluem mesmo “que existe pouco
suporte para um grupo que inclua Hypsilophodon
e quaisquer outros ornitopodes”. Estes investigadores sugerem que outros
supostos hypsilofodontídeos, como Fulgarotherium,
Atlascopcosaurus, Laellynasaurus, Qantassaurus, do Cretácico inferior da
Austrália, poderão mesmo ser incluídos nos dryossaurídeos (contra Rich e
Rich 1999).
http://www.bbc.co.uk/dinosaurs/chronology/ bigal/index.shtml |
|
http://personal.telefonica.terra.es/web/dinoigeaisi/mpaleon.htm |
||
|
Hypsilophodon foxii “só
foi encontrado, com certeza, nos sedimentos do Cretácico inferior da Ilha de
Wight, Inglaterra” (Martill e Naish 2001). Material esquelético atribuído
também a esta espécie foi relatado para Espanha (Weishampel 1990). Ossos
atribuídos a Hypsilophodon sp. são
prevenientes do Cretácico inferior de Inglaterra, Espanha, Alemanha e Roménia
(Sanz et al. 1983; Weishampel 1999;
Vidarte e Calvo 1999; Ruiz-Omenaca et al. 2001) e do Jurássico superior de Porto Dinheiro,
Portugal (Galton 1980). Galton e Jensen (1979) referiram um fémur isolado
encontrado no Jurássico final da Formação Morrison (Estados Unidos) a Hypsilophodon wielandi, mas Sues e Norman (1990) não o consideram
diagnóstico ao nível genérico (será um nomen
dubium). Galton (1974) sugeriu que um dente do Batoniano (Jurássico médio)
de Oxforshire (Inglaterra), muito semelhante aos dentes pré-maxilares de Hypsilophodon
e de Thescelosaurus poderá representar o mais antigo hypsilofodontídeo
conhecido.
Vários ossos encontrados em sedimentos do Jurássico superior da Praia da Areia Branca e Atouguia da Baleia foram atribuídos a Hypsilophodon sp. por Galton (1980), como a extremidade distal de um fémur (à esquerda) (não foi fornecida escala) ou a extremidade proximal de uma tíbia (à direita) (segundo Galton 1980) (escala: 1 cm). |
| Hypsilophodon foxii, tal como a maioria dos ornitopodes englobados em
Hypsilophodontidae, era relativamente pequeno. Por exemplo, o material holótipo
representa um ornitopode com cerca de 1,5 m de comprimento total, com uma altura
de anca rondando os 50 - 60 cm. Mas muito do material conhecido de Hypsilophodon
representa indivíduos não adultos. Galton (1975) sugeriu que ossos de maiores
dimensões do Wealden de Inglaterra atribuídos a Iguanodon
podem representar realmente “indivíduos hypsilofodontídeos de maiores dimensões”.
Galton (1974) sugeriu que um fémur incompleto, holótipo de “Camptosaurus
valdensis” possa ser de H. foxii
(embora Barrett (1996) tenha sugerido que pode ser sinónimo de Valdosaurus
canaliculatus). Se representar um animal adulto desta espécie, teria cerca
de 2,30 m de comprimento.
Mas, material atribuído a Valdosaurus dextrapoda (Twitchett 1996; Blows 1998) pode representar um enorme hypsilofodontídeo, com dimensões aproximando-se das de Iguanodon atherfieldensis. |
http://legacy.eos.ncsu.edu/eos/info/mea/mea120_info/www/virtual/skeletal/hypsi/hypsi.html |
|
|
|
|
Para
além de outras características, Hypsilophodon,
tal como muitos outros ornitopodes considerados hypsilofodontídeos, apresentava
dígitos da mão e pé proporcionalmente longos, terminando por unguais aguçados
e arqueados, e um bem desenvolvido hallux no pé que, ao contrário do que foi
sugerido durante bastante tempo, propondo hábitos de vida arbóreos, não
estava dirigido posteriormente, em oposição com os restantes dígitos do pé
(pé anisodáctilo, característico das modernas aves trepadoras, em que o dígito
I agarra um tronco por detrás). Foi Galton (1971, 1974) que mostrou que o dígito
I, embora mais diminuto do que os outros dígitos, apontava posteriormente, tal
como os restantes dígitos e como sucede nos outros ornitopodes. Este
investigador verificou também que o braço não teria uma grande mobilidade,
como acontece com muitos mamíferos actuais trepadores. A morfologia das
cinturas (especialmente a da cintura pélvica), a tíbia e metatarsos alongados
e a cauda enrijecida são características que sugerem que Hypsilophodon seria um bípede (pelo menos facultativo) terrestre
cursorial. |
|
|
|
|
Reconstituição do pé esquerdo de Hypsilophodon, segundo Galton 1974. |
|
|
|
|
|
Gilmore
(1913) estimou que, a partir do material holótipo (um esqueleto pós-cranial
quase completo e articulado), Thescelosaurus
teria um comprimento total rondando os 3,3 m e uma altura de anca aproximando-se
dos 90 cm.
|
|
|
Bugenasaura
é um
outro provável taxon thescelossauríneo do Maastrichtiano final da América do
Norte, de que se conhece um crânio incompleto, vértebras dorsais e duas
falanges da mão. Galton (1995) sugeriu que o material descrito originalmente
como o holótipo de ?Thescelosaurus
garbanii, incluindo um pé incompleto mas articulado, pode ser referido à
espécie tipo B.
infernalis. Trata-se de um pé tetradáctilo de dimensões reduzidas, com dígitos
relativamente longos, incluindo as falanges médias, terminando por unguais pontiagudos, com o dígito I
relativamente curto (alcançando apenas a parte média da falange II1) e
dirigido para a frente. O ângulo de divergência total I - IV seria bastante
reduzido. |
|
Pé esquerdo de Bugenasaura infernalis. |
|
Martill
e Naish (2001) apresentam outros argumentos para o desmembramento de
Hypsilophodontidae, já que algumas das características utilizadas para
suportar este grupo, como o processo pré-púbico em forma de tirante e os
tendões ossificados da cauda estão também presentes em iguanodontianos basais
(Coria a Salgado 1996; Salgado et al. 1998). Sendo assim, “estas
características parecem ser primitivas para o grupo ornitopode que inclua estes
taxa. Scheetz (1998), numa análise de 20 taxa ornitopodianos e incorporando
76 características craniais e 48 características pós-craniais, sugeriu que o
grupo tradicional “Hypsilophodontidae é um grade pectíneo de dinossáurios,
com uma tendência para o aumento de dimensões e para uma mais eficiente
mastigação herbívora”, em que a vasta distribuição dos pequenos taxa ornitopodes ocorreu antes do final do Jurássico. Winkler et
al. (1998) chegaram a conclusões idênticas, sugerindo que Hypsilophodontidae
deve ser removido de análises filogenéticas e que pelo menos alguns dos seus
membros, incluindo Hypsilophodon, devem ser encarados como um agregado de taxa irmãos
para Iguanodontia. |
http://lectura.ilce.edu.mx:3000/sites/deinos/contents/galeria.htm |
|
Norman
(1998) propôs uma filogenia em que definiu Euornithopoda como sendo formado
pelo novo grupo Hypsilophodontia + Dryomorpha. Em
Hypsilophodontia
inclui o género
Tenontosaurus e, provavelmente, o género
Muttaburrasaurus. O clade é
diagnosticado por Norman da seguinte forma: .
dentes maxilares com superfície lingual caracterizada por sulco primário
saliente, localizado quase centralmente .
grande quadratojugal, com fenestras .
rebordo lateral do quadrado com “encaixe” grande e pouco profundo para a
inserção do quadratojugal .
diáfise para o isquion comprimida lateralmente, direita, dirigida caudalmente
(e não com curvatura ventral) .
processo obturador colocado perto de metade (entre 30 a 50%) do comprimento do
isquion .
tendões hypaxiais ossificados |
|
http://www.lostkingdoms.com/images/snapshots/110_mutta_skel.jpg |
http://prehistoricsillustrated.com/images_dp/th_muttaburrasaurus_langdoni_b.jpg |
|
http://www.dinodictionary.com/images/m/muttaburrasaurus_a.gif |
|
| Muttaburrasaurus langdoni baseou-se originalmente num esqueleto incompleto
do Albiano da Austrália (Bartholomai e Molnar 1981). Originalmente foi
diagnosticado como um grande iguanodontiano, com um enorme “inchaço” nasal
sobre o focinho. De facto, alcançaria mais de 7 m de comprimento total, com uma
altura de anca aproximando-se dos 3 m. Paul
(1988, em comunicação pessoal a
Glut (1997)) sugere um peso de 2,9 toneladas,
embora os seus cerca de 9 m de comprimento total possam ter
correspondido a quase 4 toneladas de peso, aplicando o método proposto
por Seebacher (2000). Bartholomai e Molnar (1981)
salientaram que várias características da dentição deste ornitopode permitem
distingui-lo de Iguanodon e de Camptosaurus. Mas tendo em conta as características que Dodson
(1980) tinha apontado para Iguanodontidae, os investigadores Australianos
consideraram que Muttaburrasaurus
seria um membro deste grupo, embora tenham salientado que as maiores afinidades
seriam com Camptosaurus (com 15
características comuns aos dois géneros, incluindo fémur arqueado com
trocanter menor saliente, 4 metatarsos robustos, com dígitos robustos e pé
largo e curto). Norman e Weishampel (1990) consideraram que este ornitopode não
é
suficientemente conhecido, designando-o como Iguanodontia incertae sedis. Molnar (1996), a partir da preparação posterior do
material conhecido e de um novo crânio descoberto entretanto, reconstruiu o crânio
do ornitopode com um inchaço menos saliente e reviu a sua posição sistemática,
com base na filogenia dos ornistiquianos publicada por Sereno (1986). Sugeriu
que o género não pode ser em nenhum grupo de Ornithopoda, embora “possa
representar uma linhagem que divergiu da linha iguanodonte - hadrossaurios antes
da divergência de taxa como Dryosaurus e Tenontosaurus”.
Norman (1998) sugere que a anatomia de M.
landoni não é consistente com a dos típicos iguanodontídeos, que a dentição
maxilar da espécie se assemelha com a de “hypsilofodontídeos mais derivados
como Rhabdodon e com a do
hypsilofodontiano Tenontosaurus” e
que o esqueleto pós-cranial se assemelha muito ao dos hypsilofodontídeos.
|
|
|
|
Rhabdodon priscus do Cretácico final (Campaniano - Maastrichtiano)
da Áustria, Roménia, França e Espanha é conhecido através de material
cranial desarticulado, dentes e de material pós-cranial incompleto,
representando provavelmente indivíduos juvenis e adultos. Nopcsa (1923)
salientou que Rhabdodon apresenta bastantes semelhanças com a forma
norte-americana de Camptosaurus,
incluindo a dimensão total (cerca de 4 m). Buffetaut e Le Loeuff (1991), com
base num dentário incompleto, instituíram a espécie R. septimanicus. Mas Brett-Surman (comunicação pessoal de 1991 a
Glut 1997) considera que, com base na grande variação encontrada em todas as
populações de ornitopodes, no estado incompleto do osso e do material atribuído
à espécie tipo, esta espécie deve ser considerada um nomen dubium. Embora Rhabdodon
tenha sido geralmente classificado como um iguanodontídeo (neste caso, o taxon
mais recente conhecido), análises mais recentes (Weishampel 1984; Norman 1984;
Buffetaut e Le Loeuff 1991) sugeriram que poderá representar um
hypsilofodontídeo,
embora Norman e Weishampel (1990) refiram o taxon como Iguanodontia incertae
sedis. Weishampel et al. (1991) concluíram que o taxon partilha duas
sinapomorfias dentárias com
Hypsilophodontidae
e duas, igualmente referidas aos
dentes, com o plexus iguanodontiano anterior à evolução dos hadrossaurídeos. O género Rhabdodon também é referido para o Cretácico final da Roménia, Áustria e Espanha. O material da Roménia, "R. robustus", será incluído num novo género, Zalmoxes, num trabalho a publicar em Junho (Weishampel et al. 2003). |
|
http://perso.wanadoo.fr/musee.dinosaures/images/sq_rhabdo.png
|
| Zalmoxes robustus era um ornitopode de dimensões relativamente modestas (cerca de 3 m de comprimento total), mas de construção rotunda, contrastando com outros euornitopodes de comprimento semelhante (Hypsilophodon, Orodromeus, Dryosaurus), de construção mais graciosa e leve, dando a impressão destes últimos poderem ter sido cursoriais mais aptos. Zalmoxes shqiperorum tem dimensões (4 – 4,5 m de comprimento total) que o aproximam mais de ornitopodes como Camptosaurus e Tenontosaurus (Weishampel et al. 2003). |
|
| Reconstituição esquelética de Zalmoxes robustus (retirado de Weishampel et al. 2003). |
|
|
Weishampel et al. (2003) incluíram duas espécies do novo género Zalmoxes
(do Maastrichtiano da Roménia) e
Rhabdodon priscus num
clade monofilético Rhabdodontidae, que constitui o grupo irmão para
Iguanodontia. Rhabdodontidae é definido como um taxon baseado em nó,
formado pelo mais recente antepassado comum de Zalmoxes
robustus e
Rhabdodon
e
todos os descendentes deste antepassado comum. É diagnosticado por várias
características, incluindo uma margem dorsal do ilion direita a
ligeiramente convexa em vista lateral, um fémur bastante arqueado em
vista anterior; potenciais apomorfias do clade incluem a ausência do
metatarso V (também convergentemente apomórfico para Ankylopollexia). O grupo irmão para Rhabdodontidae é Iguanodontia, formando um clade que pode ser diagnosticado por 19 características. |
| Cladograma de Euornithopoda basais, realçando a posição do novo clade Rhabdodontidae, segundo Weishampel et al. (2003). As interrelações dos taxa rhabdodontídeos sugeridas por estes investigadores diferem das indicadas por Sereno (1986), que sugeriu que eles teriam uma posição iguanodontiana basal. Pincemaille (1997) considerou também Rhabdodon como um iguanodontiano basal. A análise de Weishampel et al. (2003) não reconhece um Hypsilophodontidae monofilético (tal como as análises de Scheetz 1998 e de Winkler et al. 1998); em vez disso um clade incluindo Thescelosaurus neglectus e Parkososaurus warreni constitui a espécie irmã para o clade Rhabdodontidae + Iguanodontia; as subsequentes relações de grupo irmão surgem com Gasparinisaura cincosaltensis, Hypsilophodon foxii e Agilisaurus multidens (retirado de Weishampel t al. 2003). |
| A posição filogenética
basal das duas espécies de Zalmoxes
e de Rhabdodon priscus entre
os iguanodontianos basais e a sua distribuição estratigráfica
tardia (Maastrichtiano) é muito discordante. O taxon irmão de
Rhabdodontidae é Iguanodontia, cujo membro mais antigo conhecido, Dryosaurus lettowvorbecki, data do Kimmeridgiano. Assim,
Iguanodontia e Rhabdodontidae devem ter divergido pelo menos nessa
altura, o que implica que a linhagem em falta para Rhabdodontidae se
aproxime dos 73 milhões de anos.
Esta considerável
duração de uma linhagem em falta pode reflectir consideráveis
lacunas na história deste grupo ou o isolamento geográfico de
Rhabdodontidae na Europa durante a maior parte do período Cretácico. |
|
|
A espécie Gasparinisaura cincosaltensis foi originalmente descrita como um
iguanodontiano basal cujas interrelações mais próximas estariam com
Dryomorpha (Coria e Salgado 1996). Esta posição baseou-se na assumpção de
que Hypsilophodontidae seria monofilético. Na análise filogenética de
Weishampel et al. (2003), com a dissolução de Hypsilophodontidae, a posição
de G. cincosaltensis sofre uma grande alteração, passando a ser a espécie
irmã para o clade compreendendo Thescelosaurus,
Parkososaurus e euornitopodes mais avançados. Com esta re-avaliação, G.
cincosaltensis surge posicionado dentro de um plexus de euornitopodes
basais, como a espécie irmã do clade Iguanodontia +
Thescelosaurus neglectus. |
|
| Ruiz-Omenaca (2001)
publicou uma revisão de Hypsilophodontidae com base no material deste
clade encontrado na Península Ibérica
(incluindo, por exemplo, 11 dentes do Cretácico inferior (Hautereviano
- Aptiano) de Teruel,
Ruiz-Omenaca et al. 1997) apresentando uma nova
diagnose do grupo. Ruiz-Omenaca aceitou o clade iguanodontiano "Rhabdomorpha",
introduzido por Pincemaille (1997, 1999), mas ainda não definido
formalmente, para incluir
Rhabdodon, Muttaburrasaurus e
Tenontosaurus; o grupo exibe várias características que o
colocam entre Hypsilophodontidae e Dryomorpha. A característica
derivada hypsilophodontídea da presença de dentes maxilares com
cristas quase iguais e uma crista saliente é também encontrada em Rhabdodon,
Muttaburrasaurus
e
Tenontosaurus. Tendões hipaxiais ossificados nas vértebras
caudais ocorrem em Tenontosaurus, mas não são conhecidos em Rhabdodon e Muttaburasaurus;
e um pé com 4 dígitos, uma característica primitiva presente em Muttaburrasaurus
e Tenontosaurus, eventualmente em Rhabdodon (de acordo com comunicação de Laurent a Ruiz-Omenaca
(1999), com base em novo material). Os três géneros referidos não
apresentam um pré-púbis com forma de tirante, característico de
Hypsilophodontidae. Tal como em Iguanodontia, o fémur destes géneros
apresenta a característica derivada de um sulco cranial ou
intercondilar. A ausência de dentes pré-maxilares, característica
dos iguanodontianos, ocorre em Rhabdodon (desconhecida em Muttaburrasaurus,
mas presente em Tenontosaurus).
|
|
| Dentes maxilares referidos a Hypsilophodon cf. foxii da Formação Pinilla de los Moros (Hautereviano - Barremiano) de Salas de los Infantes (escala: 8 mm) (retirado de Vidarte e Calvo 1999). |
| Outros
taxa têm sido referidos a Hypsilophodontidae: Atlascoposaurus, Fulgurotherium, Jeholosaurus, Laeallynsaura, Nanosaurus,
Notohypsilophodon, Orodromeus, Phyllodon, ?Siluosaurus, Zephyrosaurus. |
http://www.pvisuals.com/dinosaur_museum/fossils/nanot_skull.jpg |
|
Novas et al. (2004)
descreveram um novo ornitopode de pequenas dimensões (4 m de comprimento) do
Cretácico final (Campaniano – Maastrichtiano) da Patagónia, Santa Cruz,
Argentina, a que deram o nome de
Talenkauen santacrucensis. Na análise realizada por estes investigadores, o
novo ornitopode "de cabeça pequena" e com estruturas semelhantes a
pequenas placas colocadas em ambos os lados do dorso, terá grande afinidade com
os hypsilofodontídeos. |
|
|
|
|
A espécie tipo Talenkauen santacrucensis baseia-se num esqueleto muito completo, parcialmente articulado, encontrado na Formação Pari Aike, Maastrichtiano da província de Santa Cruz, Argentina (Novas et al. 2004). Ao descreverem este exemplar, Novas e colageas salientaram “a presença de placas poligonais em ambos os lados do torax”, considerando que esta característica derivada só seria partilhada com o tescelossaurídeo Thescelosaurus neglectus, do Maastrichtiano da América do Norte, sendo estes os únicos ornitopodes para quem foi documentada a ocorrência deste tipo de placas. Como não foram reconhecidas outras características derivadas unindo as duas espécies, Novas et al. (2004) concluíram que a presença destas estruturas “implica que estas placas devem ter sido adquiridas independentemente”. Acrescentaram ainda que como a ossificação depende da maturtidade, dimensão e sexo, a presença deste tipo de placasentre Ornithopoda poderá estar mais expandida do que se pensa. Novas e colagas rejeitaram a ideia destas placas terem servido como defesa, acentuando a sua fragilidade e a disposição numa zona restritado torax. A suas disposição serial no torax e na margem caudal das costelas sugere, segundo estes investigadores, que estas estruturas correspondem a processos uncinados, presentes em muitos diápsidos actuais e extintos. Segundo Novas et al. (2004), apesar de várias características derivadas unirem Talenkauen com outros ornitopodes Gondwanicos, não existe evidência colectiva para suportar um clade iguanodontiano endémico para o hemisfério Sul. Assim, os taxa sul-americanos Anabisetia, Talenkauen e Gasparinisaura como constituindo sucessivamente grupos exteriores mais distantes para um clade Dryomorpha com distribuição global. |
|
Material holótipo (A) e reconstituição (B) do ornitopode driomorfo Talenkauen santacrucensis (retirado de Novas et al. 2004). |
| Em
1973, Thulborn descreveu uma nova espécie de ornitopode, Phyllodon henkeli, com base em dentes encontrados na mina da
Guimarota (Jurássico final da região de Leiria), indicando o nome genérico
uma grande semelhança dos dentes com a morfologia de folhas e atribuindo este
taxon a Hypsilophodontidae. Galton (1983) considerou esta espécie como válida, fornecendo mesmo uma diagnose revista, mas Sues e Norman (1990)
consideram-na
como um nomen dubium. Rauhut (2001),
com base em novo material que não tinha sido descrito nem analisado
anteriormente (incluindo
alguns fragmentos de maxilas) e com base em novos dados referentes à utilidade
taxonómica das características dos dentes para alguns grupos de ornistiquianos
(Bakker et al. 1990; Thulborn 1992), chegou à conclusão que este taxon
representa uma espécie válida. |
|
|
|
|
||
|
Dentes provenientes da jazida da Guimarota (Jurássico final) e atribuídos a Phyllodon henkeli (segundo Rauhut 2000). À esquerda e em cima, dente pré-maxilar, com cerca de 4 mm de altura. Em a e b, dentes maxilares (escala: 1 mm). |
||
|
Numa
publicação de 2001, Rauhut descreveu dinossáurios herbívoros reconhecidos
para o Jurássico final (Kimmeridgiano) da jazida da Guimarota, incluindo
material atribuído a Phyllodon henkeli:
cerca de 124 dentes (pré-maxilares, maxilares, dentários e molares) e 4
fragmentos de dentários (estes últimos atribuídos tentativamente a essa espécie).
Os dentes foram identificados por Rauhut como ornistiquianos, com base na sua
morfologia: subcónicos e assimétricos, muitas vezes ligeiramente recurvados,
de forma que o apex da coroa surge numa posição ligeiramente medial e caudal.
Este investigador referiu esta amostra a Phyllodon
henkeli porque se assemelham muito com os que foram originalmente descritos
por Thulborn (1973) e porque são provenientes da mesma jazida
que forneceu o holótipo do taxon de Thulborn. Todos estes dentes apresentam dimensões muito reduzidas (o comprimento basal dos dentes dentários varia entre 0,5 e 33 mm), pelo que foram interpretados por Rauhut (2001) como representando indivíduos muito jovens. |
|
|
Alguns dos dentes encontrados na jazida da Guimarota e referidos a Phyllodon henkeli: A - dente pré-maxilar completo B - dente pré-maxilar com carna mesial denticulada (vista lingual) C - dente pré-mxilar com carina não denticulada (vista labial) D - dente maxilar completo, ligeiramente desgastado (vista lingual) E e F - dentes maxilares (em vistas labial e lingual, respectivamente) G e H - dentes maxilares (em vistas lingual e mesial, respectivamente) I e J - dentes dentários (em vistas labial e mesial, respectivamente K - dente dentário completo, mas desgastado L - diminuto dente dentário (vista lingual) (escala: 1 mm) (retirado de Rauhut 2001). |
|
|
Segundo Rauhut (2001),
os dentes de Phyllodon
diferem dos de outros hypsilophodontídeos por várias características:
dentículos dos dentes pré-maxilares mais desenvolvidos no lado
medial do que no lado distal; coroas dos dentes maxilares quase simétricas,
significativamente mais altas do que longas; dentículo apical nos
dentes maxilares e dentes dentários subdivididos em dois ou três
dentículos menores. Segundo este investigador (e estando ciente de
que a utilização de características dos dentes para diagnosticar
taxa dinossaurianos apresenta os seus riscos), estas diferenças
sugerem que Phyllodon henkeli pode ser considerado um taxon válido.
Segundo Rauhut, os dentários, apesar de não apresentarem dentes,
devem pertencer ao mesmo taxon, já que os únicos outros
ornistiquianos conhecidos para a jazida da Guimarota são
iguanodontianos.
Comparando os dentes de
Phyllodon com os de outros hypsilofodontídeos, Rauhut (2001) verificou que
as maiores semelhanças ocorrem o género Drinker, também do Jurássico final da América do Norte. Em ambas
as formas, os dentes maxilares têm um cingulum denticulado na parte distal do
lado lingual; todos os dentes de Drinker
exibem dentículos subdivididos. Como ocorre nos dentículos apicais de Phyllodon.
Rauhut (2001) conclui que estas características derivadas partilhadas indicam
uma relação intima entre estes dois géneros.
|
|
Dentários
encontrados na mina da Guimarota e que Rauhut (2001) sugere
pertencerem a Phyllodon henkeli (escala: 5 mm) (retirado de
Rauhut 2001). |
| Thulborn (1973) descreveu ainda outros dentes provenientes do Jurássico final de Portugal que incluiu nos taxa Alocodon e Trimucrodon. Apesar de inicialmente ter atribuído os dois géneros a hypsilofodontídeos, acabou por admitir que seria mais provável que os seus autores fossem membros dos "fabrossaurídeos". |
|
Alocodon
kuehnei
O género Alocodon foi descrito por Thulborn (1973) para incluir dentes encontrados na jazida de Pedrogão (Vieira de Leiria) do final do Caloviano (inícios do Jurássico superior), que este investigador sugeriu ter afinidade hypsilofodontídea. Para além do holótipo - uma coroa de um dente maxilar esquerdo (segundo Galton 1983, já que originalmente tinha sido identificado por Thulborn como correspondendo a um dente "molar"), o material inclui ainda uma coroa de um dente pré-maxilar e 116 dentes ou partes de dentes. Com base nas proporções das coroas e no número dos dentículos marginais dos dentes isolados, Thulborn reconstruiu a dentição de Alocodon, sugerindo que seria provável que pré-dentário sem dentes estivesse presente, prolongando-se ao longo de quase toda a sutura entre maxila e pré-maxila. Segundo Thulborn, este pré-dentário teria uma morfologia intermédia entre Fabrosaurus australis e Hypsilophodon foxii. |
|
|
| Séries dentais de Alocodon, incluindo o dente holótipo, reconstruídas por Thulborn (1973) (cerca de 6 vezes a dimensão real). |
Galton (1978) contrariou
a sugestão de que Alocodon
poderia constituir um descendente de Fabrosaurus,
já que determinou que são muitas as diferenças entre os dentes de
ambos os géneros. Posteriormente, Galton (1983) salientou que tanto Alocodon como Othnielia
apresentam dentes molares em que o esmalte é texturado, concluindo
que ou esta característica evoluiu independentemente nos dois géneros
ou que as duas formas estão relacionadas muito de perto uma com a
outra. Weishampel e Witmer
(1990) sugeriram que Alocodon
deve ser considerado um nomen
dubium, mas, como Sereno (1991) referiu, fizeram-no sem qualquer
comparação. Sereno (1991) (num estudo de Lesothosaurus,
fabrossaurídeos e evolução inicial dos ornistiquianos) considerou Alocodon
como incertae sedis, mas referiu o material a Ornithischia, com base em
duas sinapomorfias ornistiquianas: coroas subtriangulares baixas
separadas das raízes por uma constrição basal e ausência de
recurvatura nas coroas dos dentes maxilares e dentários. Segundo Ruiz-Omenaca
(2001), os dentes referidos à espécie tipo Alocodon
kuehnei por Thulborn (1973) assemelham-se mais a dentes de
ankylossaurios, em que a coroa é assimétrica com um cingulum rugoso
e espesso na base e em que cristas verticais estão ausentes.
Ruiz-Omenaca (2001) salientou ainda que, ao contrário da condição
hypsilophodontídea, alguns dos dentes de Alocodon
não possuem cingulum e que alguns não parecem apresentar dentículos.
Consequentemente, Ruiz-Omenaca (2001) incluiu Alocodon
em Thyreophora indet., tal como lhe tinha sido sugerido por
Pereda-Suberbiola em comunicação pessoal. |
|
Trimucrodon Thulborn (1973) descreveu e deu o nome de Trimucrodon cuneatus a um novo taxon com base apenas em três coroas de dentes encontrados no Jurássico final de Porto Dinheiro. Thulborn referiu este género a Hypsilophodontidae como uma forma relacionada de perto com Echinodon, mas sugeriu posteriormente uma afinidade "fabrossaurídea". Desde a descrição
original, vários autores têm proposto interpretação distintas para Trimucrodon. Galton (1978) sugeriu que este género é pouco
semelhante a Echinodon, estando mais
perto dos fabrossaurídeos. Weishampel e Witmer (1990) consideraram Trimucrodon
como sendo um nomen dubium. Sereno (1991) considerou Echinodon como um membro possível de Heterodontosauridae. Galton
(1996) comparou Trimucrodon com Taveirosaurus
(considerado anteriormente por Weishampel e Witmer como um nomen
dubium), sugerindo que ambos os géneros representam fabrossaurídeos.
Antunes e Sigogneau-Russell (1991) consideraram que Taveirosaurus
representa um Pachycephalosauria, eventualmente um membro de
Homalocephalosauria. Posteriormente, estes investigadores sugeriram, em 1996,
que Taveirosaurus deve ser um membro
de Ankylosauria, um nodossaurídeo. Pereda-Suberbiola (1999) também
considerou este género como um ankylossaurio nodossaurídeo indeterminado. Ruiz-Omenaca (2001)
comparou os dentes referidos à
espécie tipo Trimucrodon cuneatus
com Taveirosaurus e Echinodon, concluindo que se assemelham mais a Echinodon. Sugeriu portanto que Trimucrodon,
"pelo menos actualmente, deve ser referido a um possível
heterodontossaurídeo indeterminado".
Antunes e Mateus (2003)
consideram Alocodon e
Trimucrodon como "fabrossaurídeos". |
|
| Coroa holótipo de Trimucrodon cunetatus, em vistas lingual (a) e bucal (b) (escala: 1 mm) (retirado de Thulnorn 1973). |
|
PARA SABER MAIS ... |
|
|
Deve referir-se que
Norman e Barrett (2002), numa revisão dos dinossáurios ornistiquianos do
Cretácico inferior (Berriasiano) de Inglaterra, analisaram a espécie tipo Echinodon
becklesii e descreveram vários exemplares que "provavelmente poderão
ser referidos a esta espécie". Numa análise cladística de Echinodon,
estes investigadores verificaram que o género apresenta um mosaico de
sinapomorfias genasauranas (parede lateral fechando a fossa antorbital) e
cerapodanas (diastema importante entre as fiadas de dentes pré-maxilares e
maxilares; apenas 5 dentes pré-maxilares). Como várias outras sinapomorfias
destes clades ou estão ausentes "ou ainda apresentam uma distribuição
filogenética mal conhecida", Norman e Barrett não conseguiram colocar Echinodon
em Genasaura ou em Cerapoda, embora tenham verificado a ocorrência de três
potenciais sinapomorfias suportando a sugestão de Galton (2002) de que Echinodon representa um Heterodontosauridae: prédentário com forma
de cunha; dentículos restringidos ao terço apical dos dentes maxilares e
dentários; não presença de "foramina especiais".
Norman e Barrett (2002) salientaram que se este género representa um
heterodontossaurídeo, isto levanta várias "questões biogegráficas e
filogenéticas", já que o clade são conhecidos do Jurássico inferior
da África do Sul e, eventualmente, do Triássico final da Europa e Argentina.
A sua presença no Cretácico inferior parece constituir uma surpresa.
Igualmente intrigante, será a longa linhagem em falta, com uma duração de
cerca de 55 milhões de anos, desde o Sinemuriano. Por todas estas razões,
Norman e Barrett (2002) referiram que existe uma forte possibilidade de Echinodon
"poder pertencer a um outro clade ornistiquiano; e, neste caso, os
heterodontossaurídeos podem estar genuinamente ausentes em depósitos
pós-Sinemurianos". |
Coroas de dentes maxilares do paralectotipo de Echinodon becklesii, em vista labial invertida, das camadas Purbeck (Berriasiano de Durlston Bay) (cerca de 15 vezes a dimensão real) (retirado de Norman e Barrett 2002). |
| Galton (2002) referiu a
descoberta de 4 exemplares, incluindo pela primeira vez dentários e maxilas
associadas com material pós-cranial, referidos a Echinodon sp., encontrados no Membro Salt Wash da Formação
Morrison de Fruita, Colorado (Jurássico final). Segundo Galton, os dentes
molares da forma de Fruita são muito semelhantes às da espécie tipo Echinodon becklesii do Cretácico inferior de Purbeck, com excepção
de que no primeiro taxon "os dentículos ocupam uma maior parte da parte
apical da coroa com um ângulo menos agudo entre as cristas que divergem a
partir da base da coroa". Galton referiu também que nos exemplares de
Purbeck as maxilas têm dois dentes caninos ou grandes alvéolos, enquanto que
os dentários têm apenas alvéolos reduzidos, enquanto que na forma de Fruita
os dentes tipo caninos ou os grandes alvéolos esto presentes no dentário.
Por outras palavras, os dentes tipo canino ocorrem na maxila em E.
becklesii, enquanto estão presentes no dentário de Echinodon
sp. Galton (2002) especulou que as maxilas com caninos devem representar
machos, enquanto que as formas em que os dentários não apresentam caninos
devem ser fêmeas. Para além de descrever
as autapomorfias presentes em Echinodon,
Galton (2002) sugeriu a ocorrência de várias características derivadas
comuns a Echinodon e a Heterodontosaurus, craniais e pós-craniais, reforçando a sugestão
de que Echinodon deve representar um
heterodontossaurídeo. |
|
PARA SABER MAIS ... |
|
PARA SABER MAIS ... |
|
Qual
o tipo de pegadas / pistas que podemos prever poderem ser atribuídas a
hypsilofodontídeos? Será que o dígito I tocava no solo de forma a deixar
impressões de pés tetradáctilos? Com os dígitos do pé alongados, terminando por unguais aguçados, com ângulo
de divergência II - III relativamente baixo, será que conseguimos distinguir,
com grau de confiança razoável, entre pegadas tridáctilas de hypsilofodontídeos,
estreitas e alongadas, provavelmente com comprimento inferior a 20 cm, e pegadas
produzidas por teropodes (adultos de pequena dimensão ou de juvenis)? Ou de
pegadas com características idênticas produzidas por ornitopodes dryossaurídeos?
Será que muitas das pegadas tridáctilas, especialmente do Jurássico superior,
atribuídas geralmente a predadores, não terão origem ornitopodiana? Se
o grau de resolução desta identificação for baixo, isso implica que análises
faunísticas, ecológicas e bioestratigráficas baseadas nos agregados de
pegadas têm uma grande probabilidade de resultarem em inferências erradas. Será que os hypsilofodontídeos progrediam habitualmente de forma bípede ou
quadrúpede? E, neste último caso, será que existem pistas com impressões de
mãos pentadáctilas?
Pé esquerdo de Nanosaurus. |
Pé esquerdo de Othnielia. |
|
Recentemente, Standford http://www.cmnh.org/dinoarch/2002Aug/msg00084.html e Standford e Lockley (2002) referiram que em sedimentos do Cretácico inferior de Maryland (Formação Patuxent) foram encontradas pistas que podem ser “atribuídas inequivocamente a hypsilofodontídeos”. Segundo Standford, uma das pistas é formada por três pegadas consecutivas do pé, com dimensão reduzida (no máximo, 10 cm de comprimento) e em que surge nitidamente impresso o dígito I (e não apenas o respectivo ungual). Outras 7 pistas foram também identificadas, representando provavelmente hypsilofodontídeos adultos e em que surge impresso, nas pegadas do pé, o hallux. Duas destes pegadas estão acompanhadas por uma pegada da mão com impressões dos cinco dígitos, que pode ser assim considerada diagnóstica. As pegadas dos pés apresentam impressões dos dígitos com largura idêntica ao longo de 75% do seu comprimento, para depois se aguçarem subitamente até à sua extremidade. “A comparação da morfologia e dimensões das pegadas de mãos e de pés apresenta uma correlação inquestionável com as reconstruções esqueléticas da mão e pé de Hypsilophodon”. Standford sugere que é provável que estes pequenos ornitopodes fossem habitualmente bípedes e que só em determinadas ocasiões adoptariam uma postura quadrúpede. |
|
|
Mão esquerda de Hypsilophodon foxii (segundo Norman 1985). |
|
|
|
|
| Reconstituição de Drinker, um pequeno hypsilofodontídeo do Jurássico final da zona ocidental dos Estados Unidos, com indicação da estrutura anatómica de mão e pé (segundo Bakker 1999). | Pé esquerdo de Agilisaurus, do Jurássico inferior da China (escala: 2 cm) (retirado de Peng 1992). |
Mais recentemente, Standford et al. (2004), incluíram esta amostra num novo icnotaxon, Hypsiloichnus marylandicus, caracterizado por pistas quadrúpedes, em que as impressões das mãos são pentadáctilas e de reduzida dimensão e as dos pés são tetradáctilas e e maior dimensão.
|
http://www.sas.org/tcs/weeklyIssues_2005/2005-02-11/news1/images/fig_02.jpg |
|
Pegadas
incluídas no icnotaxon Wintonopus
latimorum, do final do Cretácico inferior da jazida de Lark Quarry, Austrália,
têm sido atribuídas a “ornitopodes de dimensões médias” (Thulborn e Wade
1979; 1984; 1989). Mas de 57 pegadas analisadas, só uma parece representar um
animal com mais de 1 m de altura de anca (comprimento da pegada de 27 cm) e 81%
teria menos de 50 cm de altura de anca (grande parte da amostra icnológica com
cerca de 7 - 8 cm de comprimento). Todas estas pegadas, facilmente
reconhecíveis pela forte assimetria e por não apresentarem impressão de
“calcanhar”, parecem ser tridáctilas, ligeiramente mais largas que longas,
com rotação positiva (para dentro da linha média da pista). As impressões
dos dígitos são alargadas, com extremidades distais arredondadas a aguçadas e
sem almofadas falangeais visíveis. O dígito III é o mais longo; o dígito IV
é mais curto e mais estreito que o dígito III; e o dígito II, o mais curto,
está bastante separado do dígito III (por vezes os dígitos II e III estão
também totalmente separados). O ângulo interdigital total ronda os 60º. A
margem posterior das pegadas é convexa anteriormente. As pistas encontradas em
Lark Quarry têm um ângulo de passo médio de 160º, com razão entre
comprimento do passo / comprimento da pegada entre 8 e 13,5 (em alguns
exemplares estes valores extremos são de 4 e 15). As velocidades de deslocação
dos ornitopodes são inferidas como relativamente rápidas, variando entre 12 e
20 km/h (Thulborn e Wade 1984). Pegadas identificadas como Wintonopus sp. foram reconhecidas por Long (1990, 1993) na
jazida de Broome, do
Cretácico inferior também da Austrália. Se
esta grande amostra representar apenas uma espécie de ornitopode, é provável
que possamos colocar de lado os hypsilofodontídeos como potenciais autores,
tendo em conta algumas pegadas com dimensões proporcionalmente grandes, com a
eventual excepção de ornitopodes “do tipo Thescelosaurus”,
mas que existiu substancialmente mais tarde do que os animais que deixaram as
pegadas em Lark Quarry e Broome. As impressões dos dígitos de Wintonopus
são muito mais robustas do que para a amostra de Maryland; a divergência total
II - IV neste icnogénero é também inferior à da amostra de Maryland. |
|
|
|
|
|
Pegada Wintonopus, do Cretácico inferior de Broome, Austrália. |
| Gierlinski
e Pienkowski (1999) também reconheceram este icnogénero, Wintonopus,
para
o Hetangiano (Jurássico inferior) da Polónia. |
Pegada cf. Wintonopus do Hetangiano da Polónia, segundo Gierlinski e Pienkowski (1999). |
|
|
Segmento de pista Dinehichnus, do Jurássico superior de Utah (escala: 10 cm) (modificado de Lockley et al. 1998). |
| Gierlinski
e Sabath (2002) sugerem que algumas pegadas
Dinehichnus (descritas por Lockley et al. 1998, e que estes investigadores
sugerem ter afinidade dryossaurídea) de menores dimensões e / ou pegadas
semelhantes a Anomoepus poderão ter
origem hypsilofodontídea. |
|
|
http://rainbow.ldgo.columbia.edu/courses/v1001/anom.gif Bakker
(1996) sugeriu também que “as maiores pegadas” Anomoepus (icnogénero conhecido
inequivocamente apenas para o Jurássico inferior)
podem representar a passagem de hypsilofodontídeos, evidenciando esta correlação
através do “encaixe perfeito” entre uma destas pegadas e o esqueleto do pé
do hypsilofodontídeo Drinker do Jurássico
final. |
|
|
|
|
|
Pegada Anomoepus e pé direito de Drinker, segundo Bakker (1996). |
|
|
Pegadas e pistas Anomoepus (esquerda) e Moyenosauripus (direita) do Jurássico inferior da América do Norte e da África do Sul. Segundo Lockley e Meyer (1999), redesenhado de Lull (1953) e de Ellenberger (1972). |
As
principais características do icnogénero
Anomoepus são: pés alargados com dígitos com tendência a estarem
bastante divergentes (divergência II - IV rondando os 70º) e com largura
relativamente elevada; reduzido valor da projecção do dígito III para além
dos dígitos laterais; dígitos II, III e IV com comprimento semelhante, mas
sempre com o dígito central mais longo do que os outros. Quando presentes, as pegadas
das mãos, muitas vezes com ligeira rotação externa, apresentam 4 ou 5 impressões
de dígitos, com comprimento relativamente semelhante. Mas muitas pistas Anomoepus são bípedes. Algumas mostram que os produtores por
vezes passavam de progressão bípede para progressão quadrúpede e até para
uma posição “agachada” estacionária. Nestas ocorrências, para além das
quatro impressões de mãos e pés (estes quase sempre com a impressão de
longos metatarsos), surge frequentemente a impressão da calosidade isquíadica
e até a impressão do ventre.
Pegadas Anomoepus sp., da jazida do Jurássico inferior (Hetangiano - Sinemuriano) de Lavini di Marco, Itália, revelando evidência de agachamento do produtor (segundo Avanzini et al. 2001) (escala: 10 cm). |
|
|
Em 1997, Gierlinski tinha sugerido que as pegadas Anomoepus poderiam ser atribuídas a ornitopodes basais heterodontossaurídeos (segundo Gierlinski 1997). |
| De
facto, as pegadas incluídas nos icnogéneros Anomoepus
e Moyenosauripus têm sido atribuídas
a ornitopodes, mas só surgem na América do Norte, Europa, Austrália e África
do Sul em sedimentos do Jurássico inferior. Ambos os icnogéneros são
relativamente pequenos, com pegadas de pés em que os dígitos estão
segmentados, muitas vezes com nítida impressão do hallux. Em muitos casos
integram pistas com impressões de mãos que são pentadáctilas ou tetradáctilas,
quando não estão totalmente impressas, o que, só por si, parece excluir um
autor teropode. A heteropodia é, em geral, bastante acentuada. Muitas das
pegadas que Ellenberger (1974) incluiu no icnogénero Moyenosauripus
(para material do Jurássico inferior da África do Sul) apresentam uma impressão de um calcanhar muito alongado e uma
impressão de um curto hallux, tal como acontece com muitos exemplares de Anomoepus,
icnogénero instituído por Hitchcock (1848) e revisto mais tarde por Lull
(1953). “Todas estas características ... suportam que os dois icnogéneros
devem ser semelhantes e é provavelmente impossível distingui-los ao nível do
icnogénero e icnoespécies” (Lockley e Meyer 1999). Gierlinski (1991) está
parcialmente de acordo com a opinião de Lockley e Meyer, sugerindo que cinco
das sete icnoespécies que Ellenberger diagnosticou em Moyenosauripus
devem ser transferidas para Anomoepus.
Este investigador Polaco considera que duas das icnoespécies de África, bem
como M. karaszevskii, do Jurássico
inferior da Polónia, devem ser mantidas neste icnogénero, especialmente porque
o dígito III do pé apresenta apenas duas almofadas falangeais. Lockley e Meyer
(1999) consideram que o icnotaxon da Polónia deve representar
"um icnogénero
completamente diferente”, provavelmente de origem stegossauriana ou
ankylossauriana (tireoforana). Infelizmente, a pista da Polónia não apresenta
pegadas bem preservadas de mãos associadas com as dos pés (só uma pegada de mão
foi atribuída a esta icnoespécie por Gierlinski). E, segundo Lockley e Meyer (1999), esta pegada parece-se com uma pegada de mão de
ankylossaurio.
Mais recentemente, Gierlinski et
al.(2001) sugeriram
também que a icnoespécie da Polónia poderá, não ter uma
afinidade ornitopodiana, mas sim como potencial produtor um dinossáurio
tireoforano.
Moyenosauripus karaszevskii, do Hetangiano da Polónia, segundo Gierlinski (1991). |
| Aguirrezabala
et al. (1985) descreveram várias pistas, paralelas a sub-paralelas, formadas
por pequenas pegadas tridáctilas quadripartidas, integrando pistas bípedes, da
jazida de Valdevajes do Cretácico
inferior de Espanha (provavelmente do Barremiano, segundo Viera e Torres
(1992)), sugerindo que os potenciais autores seriam ornitopodes hypsilofodontídeos,
evidenciando comportamento gregário. “Está por determinar se estas pistas
pertencem a indivíduos adultos de pequena dimensão, que poderiam estar
relacionados com o género Hypsilophodon
ou se, pelo contrário, se trata de formas juvenis de uma espécie de grande
dimensão”. Casanovas et al. (1991) sugeriram que estas pistas teriam
afinidade teropode, argumentando essencialmente com base na presença de impressões
de garras nas extremidades distais dos dígitos. Viera e Torres (1992) e
Martin-Escorza (1992) voltaram
a apresentar argumentos sugerindo que um autor hypsilofodontídeo pode ser
considerado para as 9 pistas de Valdevajes. Durante todo este debate, as pegadas
não receberam nome formal, mas Lockley et al. (1998) sugeriram que estas
pegadas são muito semelhantes ao icnogénero Dinehichnus, conhecido para o Jurássico final de Utah e
Portugal, e que estes investigadores sugerem como tendo afinidade dryossaurídea. Estas
pegadas tridáctilas apresentam comprimento variando entre 11,5 e 8,7 cm e
largura entre 12,5 e 8 cm. A partir dos dados publicados por Casanovas et al.
(1991), estimamos a relação largura / comprimento média como 1, 1 e o ângulo
médio II - IV em 68,5º. |
Pé esquerdo de Hypsilophodon foxii sobreposto a uma das pequenas pegadas tridáctilas de Valdevajes, segundo Viera e Torres (1992). |
|
http://www.sciencedirect.com/science?_ob=IssueURL&_tockey= %23TOC%237242%232003%23999979998%23412792%23FLA%23Volume_2, _Issue_1,_Pages_1-117_(1_January_2003)&_auth=y&view=c&_acct=C000050221&_ version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=33f0299970dfeaf2cdcb232cdf0a474e |
|
| Fotografia e esquema das pegadas encontradas num bloco solto na praia da Areia Branca, segundo Antunes e Mateus (2003). | Parte do bloco da praia da Areia Branca, hoje perdido, com pegadas tridáctilas de dimensões reduzidas a médias (fotografia presente no Museu da Lourinhã). |
| Pegadas preservadas como epirrelevos (contramoldes), encontradas num bloco do Jurássico final na praia da Areia Branca (Lourinhã), entretanto destruído, apresentam afinidade ornitopode. Pelo menos algumas delas assemelham-se a Dinehichnus, icnogénero atribuído a hypsilofodontídeos e/ou a dryossaurídeos. | |
|
|
Matsukawa et al. (1997)
descreveram a ocorrência de 33 pistas bípedes, que representam três
grupos gregários de dinossáurios, encontradas no Grupo Tetori,
Cretácico inferior do Japão. Incluíram as pegadas no novo
icnogénero Toyamosauripus, diagnosticado como tendo sido
produzidas por um pequeno bípede (comprimento variando entre 3 e 10
cm), integrando pistas estreitas com elevado ângulo de passo e com
passo relativamente curto. As pegadas são formadas por impressões de
dígitos relativamente esguios, com impressões de almofadas de
preservação variável e com projecção posterior de um pequeno
calcanhar; são ligeiramente assimétricas, mesaxónicas, quase tão
largas como longas. A divergência total II - IV é, em média de 90º
(variando entre 60 e 136º). A extremidade do dígito III curva-se
para dentro e as extremidades dos três dígitos terminam por
impressões de garras mal definidas.
Esquema de algumas das pegadas Toyamosauripus, segundo Matsukawa et al. (1997). Pistas estreitas, dígitos esguios com margem exterior em V e impressões de garras são geralmente consideradas características típicas de pegadas de teropodes, tal como a ocorrência de um dígito III mais longo do que os dois exteriores. Mas uma razão comprimento / largura quase igual, passo curto, simetria da pegadas, constituem características das pegadas tipicamente atribuídas a ornitopodes. Assim, Matsukawa e colegas inclinam-se para uma afinidade ornitopodiana desta amostra, embora não excluam definitivamente um autor teropode. Como estas pegadas não apresentam impressões de garras distais nem de almofadas bem definidas e como o dígito central apresenta rotação interna em relação ao eixo longo das pegadas, é mais provável que tenham sido produzidas por pequenos ornitopodes. Por outro lado, a razão baixa entre comprimentos da passada e das pegadas e uma elevada divergência total dos dígitos não parecem ser características das impressões de teropodes. A ocorrência de várias pistas paralelas, indiciando comportamento gregário, por ser muito mais comum em ornitopodes do que em teropodes, é outro argumento em favor de uma afinidade ornitopodiana. Matsukawa et al. (1997) sugerem que este "novo icnogénero pode ser atribuível a um produtor semelhante a Hypsilophodon ou a um género aparentado". Salientam que, apesar de Toyamosauripus ser semelhante a Dinehichnus (e icnitos comparáveis de Espanha e Portugal), existem algumas diferenças: "as impressões dos dígitos são mais esguias e algumas pegadas revelam impressões de almofadas discretas". |
| Pista Toyamosauripus, segundo Matsukawa et al. (1997). |
| O
esqueleto pós-cranial do rhabdodontídeo Zalmoxes
é robusto.
Segundo Weishampel et al. (2003), mesmo em estádios juvenis é mais massivo do que em ornitopodes
adultos com dimensões semelhantes, como
Hypsilophodon foxii. A caixa toráxica é mais arredondada, sugerindo a
presença de uma câmara de fermentação
relativamente grande. Esta condição pode estar correlacionada
com alterações anatómicas observadas na pélvis e membros
posteriores. Por exemplo, o ilion apresenta um processo
pré-acetabular transversalmente espesso, um estreitamento do acetábulo, uma redução da parte dorsal do acetábulo,
uma orientação ventrolateral da lâmina iliaca e uma reviramento da margem
dorsal do ilion. O ilion não apresenta um entalhe obturador e tanto o fémur
como a tíbia estão arqueados lateralmente. Estas características de Zalmolxes
indicam uma diferente cinemática do membro posterior em relação a outros
euornitopodes basais. A re-orientação do ilion, o estreitamento do acetábulo
e a natureza arqueada do fémur e
da tíbia sugerem que este ornitopode poderá ter progredido com uma postura
especialmente larga, produzindo portanto pistas do tipo wide-guage. |